RECORD: Tem um ídolo fora do futebol?

RODRIGO BATAGLIA – É o meu papá. É uma pessoa normal e eu não sou normal. Ou melhor… sou normal, mas não vivo uma vida normal. O meu pai teve de fazer muitos sacrifícios. Levantava-se às 6 da manhã para ir trabalhar, chegava a casa às 20 horas…

R: Sempre que fala do seu pai, a voz fica embargada.


RB – Sim… Tenho uma relação normal de pai/filho. Mas o meu pai… Valorizo muito o sacrifício que ele fez pela família [pára, respira fundo e retoma]. Abdicou de muita coisa para que eu chegasse aqui. Valorizo muito o sacrifício das pessoas normais porque, repito, eu sei que não vivo uma vida normal.

R: Mas se calhar atingir essa elevação de consciência facilita o seu crescimento pessoal, não?

RB – Falo muitas vezes sobre isto com a minha namorada. Atenção: tenho noção de que estou aqui porque trabalhei para isso. Ninguém me deu nada. Mas às vezes tenho vergonha de ser quem sou. Sei que os ordenados no futebol são uma loucura. Lá por ser jogador de futebol não sou mais do que ninguém. Somos todos iguais. Quando morrermos, seremos todos iguais. Nunca serei arrogante por ter mais dinheiro. Os meus pais acompanharam a minha carreira com sacríficio. Não te vou mentir: nunca me faltou comida, mas a classe média/baixa na Argentina não vive bem. Tínhamos uma casa pequena e agora pude dar-lhes uma vida melhor, mas sempre com os pés no chão. A vida não é dinheiro. Os jogadores não vivem uma vida real...

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Autores: Alexandre Carvalho e Ricardo Granada