RECORD - Pode avançar se vai haver alterações ao formato da Liga Allianz Record em 2018?

Gonçalo Melo - Naturalmente deve haver alterações pontuais, mas isso é uma matéria que está a ser estudada e nada ainda está certo.

R - A Liga Allianz vai continuar a percorrer o país?

GM – Há uma certeza que lhe posso dar: o nosso conceito de abrangência vai manter-se e iremos continuar a percorrer o país inteiro, afirmando a nossa marca. Isso é algo que não vai mudar.

R - Como avalia a capacidade de resposta das autarquias e de outros parceiros?

GM – Tem sido bastante positiva. Era fundamental interagir com três grandes vetores: o público em geral, para quem nós nos posicionamos, depois o público local e os nossos parceiros que se envolveram com muito orgulho e sentimento de pertença pela nossa marca. Foi uma excelente alavanca de oportunidade para o nosso negócio. E também vi uma recetividade muita grande das autarquias , das associações e dos clubes no projeto.

R - Na Allianz existe um grupo de corredores?

GM – Temos um grupo de cerca de 20 atletas que na medida do possível vai competindo na Liga Allianz, o que também tem permitido uma simbiose perfeita nesta aliança entre a marca e o mundo da corrida. Mas, por exemplo, na última prova na Corrida do Tejo para além dos atletas a nossa empresa esteve representada no evento por cerca de meia centena de pessoas, envolvidas naturalmente em outras áreas ligadas à promoção da Liga.

R - Por vezes sente-se que um ou outro nome mais credenciado poderia dar outro brilho às provas da Liga. Concorda?

GM – Somos uma marca que percorre o país e essa é a nossa identidade. O nosso sentido de abrangência é estar onde estão os portugueses. Naturalmente que neste conceito plural existe lugar para todo o tipo de provas, umas com mais concorrentes que outros, eventos mais locais em zonas do interior. Mas todas as provas são muito importantes para nós. É muito relevante sentir a adesão e colaboração das pessoas. Temos feito um percurso interessante e podemos crescer ainda mais para o próximo ano.

R - Há espaço para as vedetas?

GM – Como tenho referido, há espaço para todos e seria agradável se alguém de bom nível quisesse aderir às nossas provas. Mas, por outro lado, não deixa de ser menos interessante pensar nos milhares de concorrentes que desfilaram na marginal na Corrida do Tejo. E é esse conceito que está sempre presente na Allianz.

R - A Allianz é um dos patrocinadores de Lenine Cunha. Vai demover o atleta da ideia de que ele tem de abandonar a carreira?

GM – O Lenine Cunha é um atleta muito dedicado e determinado. Gostaria que ele continuasse.

«Vou participar ainda este ano»

R - Quando é que o veremos a participar numa prova da Liga Allianz Record?

GM – Tinha feito a promessa que seria este ano e quero obviamente cumprir. Inicialmente estava tudo previsto para entrar na Corrida do Tejo, mas nas vésperas da prova adoeci e infelizmente a estreia teve de ser adiada por umas semanas.

R - Portanto, ainda vai correr este ano...

GM – Tudo aponta para isso.

R - Costuma treinar com regularidade?

GM – Fiz uma longa pausa na minha carreira desportiva e agora estou a recomeçar.

R - Que modalidade praticou?

GM – Durante muitos anos joguei râguebi no Técnico e fiz algumas coisas. Mas quando cheguei ao escalão sénior deixei de praticar.


Autor: Norberto Santos