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Bancos emprestam mais de 900 milhões para a compra de casa apesar das recomendações do BdP

No mês em que entraram em vigor as recomendações do Banco de Portugal, o montante concedido para a compra de casa recuou ligeiramente

Julho foi o mês de entrada em vigor das recomendações do Banco de Portugal no âmbito dos novos empréstimos. Apesar destas novas regras, o montante emprestado voltou a superar os 900 milhões de euros. Só nesse mês foram concedidos 919 milhões de euros, o segundo valor mais elevado deste ano. Ainda assim, ficou abaixo dos 990 milhões de euros emprestados um mês antes.

O Banco de Portugal anunciou em Fevereiro uma medida macroprudencial no âmbito da concessão de crédito. O supervisor quis colocar alguma "água na fervura" numa altura em que os montantes emprestados para a compra de casa estão em máximos de oito anos. Esta medida, que engloba um conjunto de recomendações, entrou em vigor a 1 de Julho.

Mas, nesse primeiro mês, ainda não teve um impacto relevante. Isto porque foram emprestados 919 milhões de euros, o segundo valor mensal mais elevado deste ano. No mês anterior, já na antecipação das novas regras, foram concedidos 990 milhões de euros, o valor mais elevado desde Junho de 2010. Nos meses anteriores, o montante emprestado variou entre os 634 milhões de euros e os 876 milhões de euros mensais.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o valor do novo crédito à habitação ascendeu a 5.693 milhões de euros, mais 26,4% do que no mesmo período do ano anterior. Um montante que renova máximos de 2010.

Esta evolução permitiu que o "stock" do crédito à habitação voltasse a aumentar, em Julho. O saldo na carteira dos bancos ascendeu a 92.857 milhões de euros, numa altura em que as novas operações começam a sobrepor-se às amortizações de financiamentos já existentes.

No que diz respeito ao crédito ao consumo, que também está incluído nas recomendações do supervisor, foram emprestados 387 milhões de euros, em Julho. Um montante que ficou abaixo dos 419 milhões de euros concedidos um mês antes. no acumulado dos primeiros sete meses do ano, as novas operações ascenderam a 2.728 milhões de euros, mais 17,6% do que no período homólogo.


Também no mês de Julho as novas operações de créditos para outros fins ascenderam a 143 milhões de euros, ligeiramente acima dos 146 milhões de euros emprestados um mês antes. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o montante concedido ascende a 1.050 milhões de euros, abaixo dos 1.154 milhões de euros emprestados nos primeiros sete meses do ano passado.


Considerando estes três segmentos, em Julho, os bancos emprestaram 1.449 milhões de euros às famílias, menos do que os 1.555 milhões de euros concedidos um mês antes.


No caso das empresas, o valor das novas operações aumentou e atingiu o valor mais elevado desde Dezembro.
Foram concedidos 3.066 milhões de euros, acima dos 2.662 milhões de euros emprestados em Junho. Deste valor, 1.573 milhões de euros foram emprestados a pequenas e médias empresas (PME), enquanto os restantes 1.493 milhões de euros foram canalizados para grandes empresas.


É aliás neste segmento, de operações acima de um milhão de euros, que a recuperação tem sido mais relevante.


De Janeiro a Julho, as empresas conseguiram 18.215 milhões de euros junto da banca, mais 10,5% do que no período homólogo. Este é mesmo o melhor arranque de ano desde 2015 no que diz respeito ao novo financiamento para as empresas.

Autor: Negócios

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