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Ana Gomes, Marisa Matias, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva ficaram alarmados com perseguição a jornalistas para identificar as suas fontes
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Os candidatos presidenciais estão "preocupados", "inquietos" e "alarmados" com a vigilância de que foram alvo dois jornalistas, entre eles o subdiretor da SÁBADO, Carlos Rodrigues Lima. O caso remonta ao período de abril a julho de 2018, quando, a pedido de duas magistradas do Ministério Público, a PSP seguiu, fotografou os profissionais para identificar as suas fontes. E ainda analisou as contas bancárias de pelo menos um deles.
Ana Gomes referiu que, do que conhece até agora do caso (a SÁBADO publica a história completa na edição desta quinta-feira, 14), lhe parece que este é "completamente contrário ao que seria elementar num Estado de direito, sobretudo sobre jornalistas". A candidata presidencial, apoiada pelo PAN e pelo Livre, disse à margem de uma ação de campanha em Santarém sentir-se "muito inquieta" com a operação montada pela PSP a pedido das magistradas Fernanda Pêgo e Andrea Marques.
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"Tive uma informação que me deixou muito preocupada. Da mesma maneira que defendo denunciantes como Rui Pinto, defendo o trabalho dos jornalistas, que é absolutamente indispensável numa sociedade livre num Estado democrático".
Grave ataque à liberdade de expressão
Na Madeira, onde esteve em campanha, Marisa Matias recusou-se a comentar diretamente o caso porque não mistura ou confunde os poderes mas sublinhou, citada pelo Expresso, que "é sempre grave quando a liberdade de expressão é atacada, acho sempre grave quando o pluralismo democrático não está representado e acho que a imprensa é um dos pilares que garante essa dimensão, o que está consagrado na Constituição".
Violação de um direito constitucional
À SÁBADO, Tiago Mayan Gonçalves disse que este caso lhe parece "um claro abuso". O advogado, que se candidata com o apoio da Iniciativa Liberal, sublinhou que apesar de ainda não conhecer "os contornos exatos" as notícias reveladas nas últimas horas indicam-lhe que ocorrem "um atentado à liberdade de imprensa e de expressão."
O facto de os jornalistas terem sido seguidos, fotografados e as suas contas bancárias analisadas na tentativa de, num processo por suspeitas de violação do segredo de justiça serem identificadas as suas fontes, deixa Mayan Gonçalves "angustiado": Parece-me uma inversão do que devia ser a investigação: procurar os perpetradores e não quem está a exercer o seu direito constitucional de liberdade de imprensa", sublinhou.
Democracia em perigo
Vitorino Silva, candidato pelo RIR, deixou o aviso à SÁBADO que situações como esta colocam a democracia em perigo. "Não é só preciso arranjar vacina para a covid, também é preciso vacinar a democracia, que está em perigo. A vacina para a democracia é a liberdade. Eu quando digo que todos temos liberdade, é porque ninguém manda na liberdade. E a imprensa nasceu com a liberdade."
Ora, explicou Vitorino Silva, "Portugal é um país muito atrasado se um jornalista não pode ser livre. Esse costuma ser o primeiro sinal de que a democracia está a morrer. E neste país há quem queira inquinar a democracia, envenená-la. E é preciso haver verdade, apesar de muita gente não gostar de ler verdades."
A SÁBADO pediu igualmente um comentário aos restantes candidatos presidenciais.
As críticas feitas pelos candidatos presidenciais junta-se ao coro de preocupação vindo de outros elementos da sociedade civil e das respetivas ordens profissionais, desde o sindicato de jornalistas, ao sindicato dos magistrados do ministério públicou ou bastonário dos advogados.
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