A juíza que proibiu Paulo Gonçalves de contactar com os outros arguidos no 'e-toupeira' já teve em mãos outros processos bem conhecidos a envolver o desporto português. Claúdia Pina foi a responsável pelo despacho do chamado caso do túnel da Luz e mais recentemente do relativo à morte de adepto da Fiorentina afeto ao Sporting ocorrida nas imediações do estádio do Benfica. 

A 5 de maio de 2012, Hulk, Helton, Sapunaru, Rodríguez e Fucile ficaram a saber que iriam a julgamento pelas agressões a dois seguranças privados, a 20 de dezembro de 2009, no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz.

A decisão foi comunicada pela juíza Claúdia Pina, sem a presença dos futebolistas, no 5.º Juízo do Tribunal Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça.

Os brasileiros Hulk e Helton, o romeno Sapunaru e os uruguaios Rodríguez e Fucile foram indiciados de agressões aos dois "stewards" em serviço no jogo Benfica-FC Porto, da 14.ª jornada da Liga portuguesa da temporada de 2009/10, que os benfiquistas venceram por 1-0.

Os jogadores acabariam por ser condenados a pagar indemnizações aos stewards que atingiram os 90 mil euros. 

Mais recentemente, Cláudia Pina decretou a prisão preventiva para o adepto do Benfica suspeito da morte de Marco Ficini. A vítima, de 41 anos, pertencia à claque da Fiorentina 'O Club Settebello', era adepto do Sporting e morreu após um atropelamento e fuga junto ao Estádio da Luz, na sequência de confrontos ocorridos na madrugada de 22 de abril, horas antes do jogo entre o Sporting e o Benfica, da 30.ª jornada da Liga NOS. Foi libertado no dia 3 deste mês por o processo ainda não ter chegado à fase do debate instrutório, mais de 10 meses depois da detenção.