Paulo Pereira Cristóvão compareceu esta quarta-feira na 2.ª vara da Instância Central Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça, para mais uma sessão do julgamento do processo, que conta outros 17 arguidos, relacionado com uma rede criminosa que levava a cabo assaltos violentos a residências na zona de Lisboa e margem sul do Tejo. A sessão, que durou cerca de uma hora, serviu para serem ouvidas quatro testemunhas abonatórias do ex-vice-presidente do Sporting, tendo sido adiadas as alegações finais em virtude do advogado de Paulo Pereira Cristóvão ter interposto um recurso no Supremo Tribunal de Justiça, cujo desfecho só será conhecido a 1 de fevereiro.

A juíza determinou que as próximas audiências se realizem a 3 e 8 de fevereiro, dispensando a sessão desta tarde e anulando também a que já estava marcada para dia 20 deste mês, sendo expectável que naquelas datas sejam finalmente efectuadas as alegações finais.

As quatro testemunhas que depuseram hoje deram conta do carácter humanitário de Paulo Pereira Cristóvão, "uma pessoa de família", "polícia honrado" e que "teve a defesa das crianças como objetivo de vida". João Pedro Paiva dos Santos, ex-candidato à presidência dos leões em 2013 e patrocinador de uma auditoria às contas da SAD leonina na gestão de Bruno de Carvalho, foi uma das testemunhas apresentadas pela defesa do ex-dirigente do Sporting, bem como o advogado José Pedro Namora.


Autor: Paulo Quental