A ideia é nobre e promissora: a APAF quer ir aos bairros sociais e às instituições que apoiam jovens carenciados ou com necessidade de reinserção, e chamá-los para a arbitragem. Em conjugação com o projeto de futebol de rua da Associação CAIS e do programa ‘Desporto para todos’, do IPDJ, a associação tem uma meta ambiciosa.

"O projeto será desenvolvido em cinco fases e, na primeira delas, a do contacto com os jovens, queremos chegar a cerca de cinco mil. Se, destes, conseguirmos trazer cerca de duas centenas para os cursos de arbitragem, será um tremendo sucesso", explica o coordenador da ação e diretor da APAF, Nuno Mendes.

O presidente, Luciano Gonçalves, que tinha a seu lado o responsável do projeto de futebol de rua da CAIS, Gonçalo Santos, e dois jovens que foram pioneiros do projeto e são já árbitros, Rúben Anjos e Mauro Espírito Santo, explica que o objetivo é "credibilizar a arbitragem, sensibilizando jovens neste projeto de solidariedade social." E acrescenta que "é uma forma de integrar jovens e crianças em risco na sociedade".

Autor: Miguel Pedro Vieira