Todas as semanas assistimos ao ‘crime’ de uma tecnologia que foi implantada no futebol português para ‘salvar’ a modalidade dos erros grosseiros de arbitragem. Quando os jogos começaram a ser transmitidos, os árbitros diziam que era uma ‘luta desigual’ competir com os vários ângulos disponíveis nas transmissões televisivas. Atualmente as equipas de arbitragem têm disponíveis mais ângulos para analisarem os lances que decidem os resultados finais. Os erros que temos verificado tornam-se ainda mais graves por existir o VAR, descredibilizando assim a própria tecnologia quando esta é mal utilizada pelos árbitros que deveriam ser os maiores beneficiados com a mesma. Os juízes estão a ‘matar’ todas as semanas a tecnologia que foi implantada no futebol para ‘salvá-los’.

Esta conclusão espelha bem o estado atual da arbitragem, não tendo o Conselho de Arbitragem qualquer responsabilidade na situação atual. A federação fez o maior investimento de sempre na arbitragem, disponibiliza condições de trabalho de excelência, continuando com a profissionalização/academia que absorve grande parte do orçamento, mas algo está a falhar, sendo incompreensível a realidade que vivemos. Somos campeões europeus de futebol de 11 e futsal, temos os melhores jogadores do Mundo de futebol, futsal e futebol de praia. Onde andam os árbitros portugueses de futebol de 11? A lutar para serem VAR(es) no Mundial quando internamente estão a ‘matar’ a tecnologia?! Haja coragem para alterar o que impede uma intervenção consentânea com a realidade.

Os regulamentos atuais estrangulam a intervenção do Conselho de Arbitragem, impedem uma remodelação, a curto prazo, do quadro de árbitros. Enquanto assim se mantiver...


Autor: Marco Ferreira