Mais um episódio negro para o futebol português: o pai de um jogador sub-13 agrediu um árbitro após uma partida oficial do campeonato de Juniores D da AF Leiria.

Aconteceu este sábado de manhã, na partida entre Marinhense e Maceirinha, em futebol de 7. A assistir ao encontro estava Luciano Gonçalves, presidente da APAF, que testemunhou a Record tudo o sucedido.

"O indivíduo passou jogo todo a provocar os árbitros e os jogadores da equipa adversária. No final da partida, saltou a vedação, foi direito ao árbitro principal, agarrou-o pelos colarinhos e apertou-lhe o pescoço. Acabaram por ser outras pessoas, como pais de outras crianças e eu próprio, a separá-los", descreveu.

O Marinhense, equipa onde joga o filho do agressor, até tinha vencido por 2-1. Mas isso não impediu que o homem tivesse perdido a cabeça. Já depois de separado dentro de campo, foi para junto da entrada dos balneários de forma a fazer uma espera ao árbitro. Mais uma vez, valeu a intervenção de outros pais para impedir mais agressões.

Luciano Gonçalves chamou a PSP, que identificou o agressor. O árbitro, de 20 anos, irá apresentar queixa. O outro árbitro (são equipas de dois), de apenas 16 e que fazia a sua segunda partida, ficou em choque com o sucedido.

"Se um homem tem um comportamento destes num campo de futebol a ver um filho a jogar, qual será o comportamento dele em casa?", questiona Luciano Gonçalves.

Clube repudia comportamento

Entretanto, ao final do dia, o Marinhense repudiou, em comunicado publicado no site oficial, o comportamento do indivíduo em causa, garantindo não se rever no mesmo.

"O Atlético Clube Marinhense, no seguimento dos acontecimentos desta manhã, que envolvem agressões por parte de um dos pais de um atleta do nosso clube a um árbitro da partida entre Maceirinha e Marinhense, vem através deste comunicado repudiar este e todos os atos que envolvam violência física e/ou psicológica dentro e fora do campo", pode ler-se na mensagem. "Assim, comunicamos a todos os associados, simpatizantes e imprensa que o clube não se revê nas ações, e tudo irá fazer para averiguar as causas do acontecimento".

(atualizado às 19H23)

Autores: Sérgio Krithinas e João G. Oliveira