Luís Ferreira vai ser o 4.º árbitro do clássico do Dragão, integrando a equipa de Pedro Proença. Esta nomeação causou alguma estranheza entre os especialistas de arbitragem que entendiam que para este jogo devia ser nomeado um árbitro internacional.

Esta é a 1.ª época de Luís Ferreira na categoria principal. Natural de Barcelos, com 36 anos de idade, o árbitro da Associação de Futebol de Braga apitou quatro jogos da 1.ª Liga esta época: estreou-se no Estoril-Rio Ave (1-3) da 6.ª jornada, apitou em Moreira de Cónegos no empate a duas bolas da equipa da casa com a Académica, dirigiu o V. Guimarães-Moreirense (1-0) e também o Beira-Mar-Nacional da Madeira (2-2). Na 2.ª Liga, Luís Ferreira apitou 21 jogos, entre os quais o empate a duas bolas do FC Porto B no campo do Santa Clara e a vitória do Benfica B por 3-1 no terreno do Sporting B.

Além de árbitro de 1.ª categoria, Luís Ferreira também é advogado. Nessa qualidade, representou o antigo árbitro José Manuel Ferreira no processo originário do Apito Dourado, em 2008, no Tribunal de Gondomar, onde Ferreira acabou por ser condenado. Ferreira já era árbitro e defendeu um colega de profissão, tal como aconteceu com Carlos Duarte, antigo árbitro de 1.ª categoria, em relação a outros arguidos.

O percurso de Luís Ferreira na 1.ª categoria tem correspondido às expectativas. É um árbitro de "linha dura" e que se sente bem sob pressão. Na avaliação que Record cruza com a de outros órgãos de comunicação social, o árbitro de Barcelos que iniciou a sua atividade apenas em 2002/2003 ocupa uma boa posição, sendo sexto do ranking, com uma média de 17,5 resultante. No ranking apenas de Record, respeitante ao prémio Apito de Ouro, Luís Ferreira tem uma média de 3 pontos em 5 de máximo, tendo somado dois 4 (V. Guimarães-Moreirense e Estoril-Rio Ave), um 3 (Moreirense-Académica) e um 1 no Beira-Mar-Nacional da Madeira.