A Mediapart publica esta sexta-feira um extenso trabalho sobre o 'modus operandi' da Doyen. Através de vários documentos disponibilizados pelo Football Leaks, o site francês, que pertence ao Consórcio Europeu de Jornalismo de Investigação, revela a forma como a empresa liderada por Nélio Lucas atuou em vários negócios, nomeadamente o de Geoffrey Kondogbia, quando o fundo tentou transferir o médio então do Sevillha para o Real Madrid, no verão de 2013.

Segundo a Mediapart, tudo sucedeu em Miami, numa altura em que decorria a International Champions Cup, com a presença, entre outros, do clube merengue. De forma a convencer Florentino Pérez a pagar a cláusula de rescisão de Kondogbia, na ordem dos 20 milhões de euros, o CEO da Doyen, em conjunto com Arif Efendi, um dos descendentes da família cazaco-turca que alegadamente controla o fundo, terá sido organizada uma festa com prostitutas - como revelam as mensagens de WhatsApp trocadas entre os dois intervenientes - para o líder merengue mas também para Adriano Galliani, 'vice' do AC Milan, num apartamento disponibilizado por Efendi para o efeito.

Contactado pela Medipart à luz destas revelações que constam nos documentos do Football Leaks sobre o MO da Doyen, Florentino Pérez negou ter marcado presença nessa festa e expressou a sua indignação, referindo que estas acusações "lesam severamente a sua honra e reputação."

O negócio acabaria por não avançar e Kondogbia foi transferido para o Monaco. Segundo a mesma fonte, com um lucro de 7,8 milhões de euros para a Doyen.