O Sevilha contratou o avançado senegalês Babá ao Marítimo, em janeiro de 2012, por três milhões de euros, mas três meses depois cedeu 20 por cento dos direitos económicos à Doyen Sports, a troco de 660 mil euros.

Segundo o contrato divulgado esta quarta-feira pelo Football Leaks, a Doyen Sports garantiria sempre 20 por cento do valor de uma futura transferência ou o retorno mínimo fixado em um milhão de euros, no caso de um jogador que se esperava poder valorizar até aos 10 milhões de euros.

Ficou igualmente contratualizado que, no caso de receber uma proposta para a aquisição de Babá igual ou superior a dez milhões e não quisesse vender, o Sevilha teria de compensar a Doyen Sports em 20 por cento do valor dessa proposta.

Na hipótese do Sevilha querer recomprar os 20 por cento dos direitos económicos antes de 31 de janeiro de 2013 teria de pagar à Doyen Sports 1,32 milhões de euros, e 1,98 milhões se tal acontecesse entre 1 de fevereiro de 2013 e 31 de março de 2014.

Se o jogador não fosse transferido até 31 de janeiro de 2015, a Doyen Sports cobraria juros entre 1,5 e 2,5 por cento. Segundo as contas da empresa maltesa, com data de março de 2015, a previsão era que recebesse 344.796 euros no final desse mês, mais 339.060 euros, em junho de 2015, num total de 683.856 euros.

Babá não só não foi transferido, como o seu valor de mercado ainda desceu, depois de empréstimos ao Levante e ao Getafe, e o Sevilha acabou por cedê-lo no início desta época ao Marítimo, a custo zero, quando ainda tinha mais um ano de contrato.

O que se passou então com os 20 por cento propriedade da Doyen Sports, sabendo-se que no caso da venda de direitos económicos cada uma das partes estava obrigada a dar preferência à outra?  



Autor: António Varela