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Elite das areias em ação

Portugal, França, Rússia e Brasil são as estrelas num dos torneios mais antigos da modalidade

• Foto: Paulo Calado

A praia de Carcavelos está engalanada para receber, a partir de hoje, o 21º Mundialito. Durante três dias estarão em campo quatro das melhores equipas do Planeta: Portugal, Brasil, França e Rússia. Estas formações são reconhecidas não só pelo valor coletivo e das individualidades, mas também pelo palmarés, pois são as únicas que venceram o Campeonato do Mundo organizado pela FIFA.

Esta é uma das provas mais antigas da modalidade. A primeira vez que se realizou foi em 1994, no Rio de Janeiro, Brasil. Depois de dois anos sem se disputar, mudou-se definitivamente para o outro lado do Atlântico. Passou pela Figueira da Foz (1997 a 2004), Portimão (2005 a 2012), Vila Nova de Gaia (2013) e Espinho (2014). Em 2015 não se realizou e no ano passado chegou a Carcavelos.

Na apresentação oficial do evento, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, não escondeu o orgulho por esta escolha. "Vamos ter um grande evento, com um grande público e com os melhores praticantes. É natural que também tenhamos uma grande organização e uma grande infraestrutura", disse.

Mário Narciso só pensa no título

Portugal entra hoje em campo frente a França (16 horas) no primeiro jogo de uma competição que quer voltar a vencer, depois de no ano passado ter entrado como campeão em título, perdendo o troféu no último jogo para o Brasil. "A equipa está em boa forma, física e psicologicamente. Os jogadores já estão ansiosos para que a prova comece", admitiu o selecionador Mário Narciso, depois do último treino antes do jogo com os gauleses.

Um dos pontos fortes desta prova é a qualidade dos participantes. Mário Narciso salienta mesmo esse ponto, sublinhando que não há favoritos. "Conhecemo-los bem mas eles também nos conhecem", relembrou. "Estão aqui equipas que num dia inspirado qualquer uma pode ganhar, não há vencedores antecipados. Estas seleções são formadas por jogadores do melhor que há no Mundo. Estão reunidas todas as condições para ser uma grande propaganda à modalidade", acrescentou o técnico, eleito o melhor do Mundo em 2016.

De resto, e para além de antever seis jogos de grande qualidade, espera as bancadas cheias como aconteceu na edição do ano passado – "Este pessoal de Carcavelos gosta da modalidade e de apoiar, o que será um fator motivacional para nós", disse – e transmitiu o desejo de oferecer aos adeptos o desejado troféu: "Esperamos que desta vez seja a nossa bola a entrar e a deles a bater nos ferros."

Xavier sente-se em casa

A seleção do Brasil regressa hoje a uma praia onde triunfou no ano passado. Não só pelo sucesso desportivo mas também pelo calor humano, o capitão Bruno Xavier assume que gosta de estar no nosso país. "Sinto-me em casa quando jogo em Portugal. Temos a mesma língua, as pessoas são fantásticas e temos grandes expectativas para o torneio", começou por dizer o defesa canarinho ao site da Beach Soccer World Wide, entidade organizadora do Mundialito.

Em relação aos adversários, Bruno Xavier mostrou-se atento. "Já joguei contra Portugal e Rússia, mas nunca contra a França. Portugal é uma das melhores Seleções do Mundo, como a Rússia, que surge revigorada neste torneio. A França está a ressurgir com Stephane François no comando", explicou.

A Rússia estreia-se neste Mundialito e o treinador Mikhail Lichachev não esconde o orgulho por estar entre os convidados. "Estamos muito felizes por jogar pela primeira vez neste torneio, que tem uma grande história. Este ano estão cá grandes equipas", disse.

Por Cláudia Marques
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