Paulo Tavares não esconde que o Cova da Piedade está numa sequência de relevo, tendo em conta as três vitórias nas últimas quatro partidas. "O momento da equipa nesta fase é muito bom", começa por dizer o médio a Record, deixando logo depois um aviso.

"Sabemos como funciona a 2ª Liga: tanto se ganha dois jogos e vamos lá para cima na tabela, ou perdem-se dois jogos e estamos aflitos outra vez", explicou o futebolista, de 31 anos. A pré-época da equipa orientada por João Barbosa arrancou com menos de uma dezena de jogadores e as contratações foram feitas, muitas delas, já com a competição oficial em curso. Até por isso, Paulo Tavares garante que o grupo tirou proveito do fecho da janela de transferências e com o consequente encerrar das contratações.

"Começamos a conhecer quem está ao nosso lado e quem trabalha connosco, e isso vai fortalecer-nos ainda mais. Daqui para a frente só temos a melhorar, mas há ainda muito trabalho. Agora é mais fácil por nos conhecermos, a equipa está a começar a evoluir e o trabalho está a ser repetitivo. Começamos a perceber bem o que o treinador quer", acrescentou .

Tranquilidade em vista

O Cova da Piedade ocupa o nono lugar, neste momento, na 2ª Liga e o objetivo é evitar que se repita o cenário de 2016/17. Ou seja, garantir a permanência antes da última jornada, algo que, para Paulo Tavares, "é difícil de prever". "Temos de ganhar o máximo de jogos possível, porque um campeonato com um bom arranque é meio caminho andado", vincou Tavares, ex-Port Vale, que conta já com oito presenças na equipa principal piedense.

Currículo vasto não confere estatuto

Paulo Tavares é um dos jogadores com melhor currículo no plantel do Cova da Piedade, mas o médio assume que se vê apenas como alguém que "quer ajudar com a experiência". "Quero mostrar que estou em condições e que estou bem, agradecendo muito a aposta que as pessoas fizeram em mim. Não quero sentir que, por ter jogado no V. Setúbal e em Inglaterra, sou diferente. Enquanto puder, estarei aqui a 100 por cento para ajudar o clube", vincou o médio, que passou seis temporadas na Liga portuguesa, ao serviço dos sadinos e do Leixões. "Sou um jogador de trabalho", sublinhou por fim.


Autor: Flávio Miguel Silva