O Leixões reagiu esta sexta-feira ao comunicado da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa sobre o caso Jogo Duplo para assegurar que a SAD "não foi notificada" da acusação e que "lutará até às últimas instâncias judiciais".

Num comunicado publicado na página oficial do clube, a SAD do clube que milita na 2ª Liga portuguesa considera que, pelo facto do "nome do Leixões não ser referido no comunicado (..), tudo o que se possa dizer é meramente especulativo".

O Ministério Público requereu o julgamento, em tribunal coletivo, de 28 arguidos no âmbito da operação Jogo Duplo, que investiga viciação de resultados no futebol. Em causa estão crimes de "associação criminosa em competição desportiva", "corrupção ativa e passiva em competição desportiva" e "apostas desportivas à cota de base territorial fraudulentas".

No comunicado, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa esclarece que entre os arguidos estão "jogadores de futebol, um empresário, um dirigente, um diretor desportivo, uma SAD, bem como outras pessoas com ligações ao negócio das apostas desportivas".

Revelando que, "até este momento, esta SAD não foi notificada do que quer que seja", deixa clara a intenção de lutar pela defesa do Leixões: "quando essa acusação chegar, se chegar, lutaremos, com todos os leixonenses, até às últimas instâncias judiciais para provar que o nome deste grande clube está, e estará sempre, associado ao fair play e ao jogo limpo".

Reiterando a disponibilidade para "para colaborar na descoberta da verdade", a SAD "aguarda serenamente pela evolução do referido processo" que há um ano, na derradeira jornada da 2ª Liga, levou à detenção do então presidente da SAD e do clube, Carlos Oliveira, bem como do diretor desportivo Nuno Silva.

Para a SAD do Leixões, a única indiciada no processo, o Ministério Público propõe a "proibição de participação na Liga NOS e 2ª Liga assim como a privação do direito a subsídios, subvenções ou incentivos outorgados pelo Estado, autarquias locais e demais pessoas coletivas públicas por um período não inferior a três anos".

Autor: Lusa