Pela segunda vez desde que chegou ao U. Madeira para comandar a equipa B unionistas e assumir a coordenação de todo o futebol jovem, José Viterbo volta a liderar a formação principal. Na época passada foi após a saída de Filó e agora com o adeus de Paulo Alves. Mas o técnico não abre o jogo quanto ao futuro, atirando essa responsabilidade para a administração do clube. Para já, quer seguir em frente na Taça de Portugal e depois vai pensar em como vencer no Benfica B.

"Falta concretizar as muitas oportunidades de golo que criamos. Era isto que faltava com o Paulo Alves. Nesta altura penso que vamos aproveitar tudo o que de bom foi feito pelo Paulo e pelo Ricardo [adjunto de Paulo Alves] e naturalmente com uma ou duas vitórias seguidas, a confiança será redobrada. O que penso que faltava à equipa era que a bola entrasse na baliza pois criávamos inúmeras situações de golo que não era concretizadas. A equipa tinha, e espero que continue a ter, uma dinâmica forte em termos de ataque, procurando já no próximo jogo no domingo chegar à vitória, com segurança e tranquilidade. Temos passado uma mensagem de confiança para se poderem ganhar mais jogos", disse Viterbo na conferência de lançamento da partida deste domingo frente ao Oriental.

E prosseguiu, assumindo que não irá fazer grandes alterações: "Em 15 dias não se altera grande coisa. Já fazia parte da equipa técnica e por isso conheço bem a equipa. Podemos dar pontualmente um cunho ligeiramente pessoal, mas repito, vamos manter tudo o que estava feito pelo Paulo Alves, pois ele desenvolveu aqui um trabalho muito sério. Queremos é chegar à baliza, tirar cruzamentos, criar situações de finalização, para depois com maior ou menor dificuldade, marcar golos".

Tudo passa pela administração

Quanto ao futuro à frente da equipa, o técnico não abre o jogo. "Para já não há nada de novo. Está a fazer quase um ano que estava aqui numa situação idêntica. Todos sabem quais são as minhas funções no clube e tudo passa pela administração. O que vem a público interessa-me pouco. Interessa sim é o que converso diariamente com as pessoas. Sou o treinador que vai orientar o jogo com o Oriental, mantendo as funções de coordenação e de orientação da equipa B. Depois, se assim o entender, a administração poderá definir a minha situação. Mas isso é um assunto que me ultrapassa e não tem qualquer importância neste momento. O importante é vencer o Oriental".

"Provavelmente, irei orientar a equipa contra o Benfica B pois é isso que está estabelecido. Depois, sou profissional do clube, desempenho e quer continuar a desempenhar as minha funções com seriedade e rigor, estou à vontade e tranquilo. Não me preocupa orientar dois ou 3 jogos ou que entenderem".

Oriental não será fácil

Apesar de a sorte ter ditado que o União jogará em casa frente a um opositor de uma escalão inferior, Viterbo não acredita em facilidades: "No futebol não há adversários ideais, mas sim os que querem ganhar como nós queremos. O Oriental está a fazer uma prova muito boa quer na Taça de Portugal, quer no seu campeonato, onde ainda agora venceu um sério candidato à subida, que é o Olhanense, ganhando 2-1 e bem. Por isso vem à Madeira para disputar o jogo e seguir em frente na competição. Vão apanhar pela frente um União que quer seguir para a próxima eliminatória".

Certificados de Petar e Malfleury já chegaram 

A equipa treinou, esta sexta-feira, à porta fechada no relvado da DRJD, na Camacha, estando prevista para amanhã, às 10 horas, a derradeira sessão de trabalho antes da partida, mas desta feita o palco será um dos campos dos azuis e amarelos no seu complexo desportivo.

Os responsáveis do clube já sabem que podem utilizar os dois últimos reforços conseguidos, o ponta de lança Petar Orlandic e o extremo Geoffrey Malfleury, pois os respetivos certificados internacionais chegaram hoje. Desta forma, poderão ser opção para Viterbo e colmatar algumas insuficiências na frente de ataque que se registaram com as lesões de Danilo Dias e Betinho.

Autor: João Manuel Fernandes