Elvas perde investidor principal: «Culminar de 24 meses de boicote ambiental e obstrucionismo contabilístico»

Grupo Lozyo afirma que era impossível continuar depois da recusa dos documentos para regularizar as contas

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Estádio Domingos Carrilho Patalino
Estádio Domingos Carrilho Patalino • Foto: DR

O grupo Lozyo, detentor de 95% do capital da SAD do Elvas, equipa que milita no Campeonato de Portugal, suspendeu os investimentos no clube, depois de meses de “boicote ambiental, obstrucionismo contabílistico e campanhas de desinformação”.  

No comunicado, a empresa suíça frisou que a formação do Alentejo “não está em crise”, mas que era impossível continuar perante a recusa da direção local “em fornecer os documentos e comprovativos essenciais para a certificação das contas”.  

“Esta decisão, drástica, mas inevitável, surge no culminar de 24 meses de sistemático boicote ambiental, obstrucionismo contabilístico e campanhas de desinformação orquestradas por uma minoria local que utiliza o nome do clube histórico para fins de poder pessoal e político”, pode ler-se na nota, na qual explicam o investimento de 4.8 milhões de euros realizado no clube e na região: substituição integral do relvado, desenvolvimento dos ativos desportivos e a criação de postos de trabalho. 

“Tudo isto foi gerado aplicando rigorosos protocolos de transparência internacional. No entanto, a direção do sócio minoritário local recusa categoricamente estas regras, operando um obstrucionismo contabilístico inexplicável. Até à data, recusam-se deliberadamente a fornecer os documentos e os comprovativos essenciais para a certificação das contas por parte do nosso Revisor Oficial de Contas (ROC). Devido às rigorosíssimas políticas de compliance da nossa holding suíça, é ilegal e materialmente proibido continuar a injetar capitais num ecossistema que privilegia a opacidade documental”.  

Além dessa situação, a empresa junta ainda outro caso, na área estratégica. “Onde estava prevista a construção e o investimento para a nossa academia de futebol internacional, surgiram recentemente ilícitos gravíssimos, omissões e irregularidades estruturais e ambientais anteriores. Face a estas descobertas e à total falta de colaboração e de segurança jurídica, torna-se objetivamente impossível prosseguir com o projeto da academia.” 

Por fim, reforçou o facto da figura do investidor estrangeiro estar a ser instrumentalizada pelos “suspeitos do costume” para “criar um falso inimigo externo” e, como tal, “para retirar este álibi”, o presidente Vincenzo apresentou a demissão do cargo de presidente do conselho da SAD. 

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