É como diz a lei de Murphy: qualquer coisa que pode correr mal, correrá mal e no pior momento possível. Foi o que aconteceu ao Beringelense, que no sábado foi goleado pelo Amarelejense por... 15-0. A equipa de Beringel não se treina e está em penúltimo na Série A da 2ª Divisão da AF Beja, com apenas 3 pontos em 12 jornadas.

Aos 10 minutos a equipa da casa vencia por três e ao intervalo o guarda-redes visitante já tinha sofrido 9 golos. Dada a escassez de jogadores - só estavam 12 disponíveis – e com o titular da baliza castigado, o extremo Francisco Rosa, de 18 anos, foi desviado para a baliza. "Eles disparavam de todo o lado e era golo. Não me adaptei à baliza, sou avançado, mas cheguei a ser guarda-redes na formação", começa por explicar a Record. "Na segunda parte o cansaço acumulou-se e já nem tínhamos ninguém no banco", recorda.

Os ecos da goleada chegaram ao presidente e treinador adjunto da equipa, homónimo do guardião adaptado. "Correu tudo mal, parecia um dia negro de trovoada", afirma, garantindo que os atletas "defenderam sempre a camisola". Isto apesar de não se treinarem já que são quase todos estudantes fora e encontram-se ao fim de semana para jogar à bola.

A equipa de Beringel apresenta a pior defesa do campeonato, com 64 golos sofridos (mais 21 do que o Desportivo de Beja , último classificado), e a principal meta do emblema é... a sobrevivência, que passa por conseguir manter uma equipa federada.

Autores: Luís Mósca