A CESP esteve esta quarta-feira à entrada da sede da Liga, aproveitando o facto da realização de uma AG extraordinária para protestar contra a intenção da Liga em fazer caducar o Contrato Coletivo de Trabalho dos trabalhadores dos clubes, embora o organismo que tutela as competições profissionais do futebol nacional apenas trabalhe com as sociedades desportivas.

"É certo que os clubes já não têm que ver com a Liga, mas a recusa da Liga em atualizar de uma forma justa e digna os salários dos trabalhadores dos clubes é inaceitável e é uma violência. Não vamos deixar de dizer isso publicamente só pelo facto da Liga vir com a chantagem de requerer encerrar o Contrato Coletivo de Trabalho de 2010. Para além de Bruno de Carvalho há muita gente no futebol que não sabe o que é democracia", disse, com palavras duras, Francisco Figueiredo, da federação sindical FEHSAT (Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal), acompanhado por José Carlos Fernandes, da FEPCES (Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio e Serviços).



Autor: Ruben Tavares