O homem escolhido por Fernando Gomes para presidir ao Conselho de Disciplina (CD) a partir de 4 de junho, data das eleições da FPF, acredita que o caso dos 'vouchers' não acarreta um crime de corrupção da parte do Benfica, algo que chegou a ser sugerido por comentadores e até dirigentes do Sporting.

"Primeiro, é preciso que as ofertas não sejam consideradas simbólicas ou de cortesia", sublinhou o jurista à CM TV, em outubro. "O segundo aspeto é que as ofertas sejam acompanhadas de solicitação a árbitro ou dirigente de arbitragem para que venha a falsear resultado. E, ainda mais, é necessário que na prática venha a verificar-se."

Na altura, o professor universitário via os "holofotes apontados para a descida de divisão". "Não acredito nela", dizia.

Noutro caso polémico, o do atraso no recomeço de um jogo do FC Porto na Taça da Liga de 2013/14, que levou o Sporting a pedir o afastamento dos dragões da prova, Meirim também considerava seria difícil punir os dragões precisamente porque seria complicado de provar dolo dos portistas. "A injustificação não pode ser reveladora do dolo. O ónus da prova está do lado da acusação, que tem de provar o dolo. Se os dados presentes no relatório traduzem uma descrição factual do atraso, parece-me que não chega", referiu.


Autor: Sérgio Krithinas