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Administrador da SAD do Benfica dispensado do julgamento
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Chegou como testemunha, saiu como representante da Benfica, SAD prestando muito poucas declarações. Nuno Catarino, vice-presidente do Conselho de Administração daquela sociedade, acabou por ser dispensado, esta quinta-feira, pelo presidente do coletivo de juízes do julgamento do processo ‘Saco Azul’ (foi hoje a 7.ª sessão), Vítor Teixeira de Sousa, para não comprometer o “princípio da autoincriminação”. A SAD encarnada é uma das arguidas.
Nas poucas palavras que proferiu, Catarino disse conhecer Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira e Miguel Moreira, arguidos no processo, mas não José Bernardes, Paulo Silva, José Raposo e a empresa Questão Flexível, que também se sentam no banco dos réus. “Amigos é uma expressão forte, mas conheço-os bastante bem”, salientou, sobre Soares de Oliveira, que vai ser ouvido dia 5 de junho, e Miguel Moreira, que já depôs.
Catarino, de 49 anos, foi arrolado como testemunha, porque, à data dos factos, estava na McKinsey, que colaborou com o Benfica entre “finais de 2015 e 2018”. Foi nessa qualidade que estabeleceu “relações profissionais” com Soares de Oliveira e Moreira. Catarino deixou a McKinsey em 2023 e, em 2024, entrou na SAD como vogal, tendo passado a vice-presidente em abril passado.
O depoimento de Catarino foi antecipado para o final da manhã, dada a ausência de outra testemunha, mas não passou de breves declarações. Depois do tribunal desfazer as “dúvidas” e conferir que é um dos representantes da SAD encarnada a procuradora do Ministério Público sublinhou estava impedido de prestar declarações como testemunha, tese subscrita pela defesa dos encarnados. O juiz acabou por prescindir da sua audição. O presidente das águias, Rui Costa, foi o primeiro a prestar depoimento neste julgamento, a 9 de abril, na qualidade de representante do Benfica.
Mais silêncio
Depois de quase meia hora na sala de audiências, o CFO das águias recusou comentar as declarações de Frederico Varandas, que classificou os protestos das águias como “ruído de desespero”. “Não tenho nada para dizer, o nosso comunicado é bastante claro”, atirou, à saída do Campus da Justiça, quando confrontado pela reportagem de Record.
Catarino também se escusou a falar da reunião da Liga, onde participou conjuntamente com Rui Costa. “Não comento reuniões à porta fechada”; justificou. Nesse encontro, o líder do FC Porto, André Vilas-Boas, questionou Rui Costa sobre a posição do Benfica no dossiê relacionado com a centralização de direitos.
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