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Gabri Veiga: «Não estou nas melhores condições, mas o espírito de equipa puxou-me para cima»
Espanhol marcou na goleada ao Nápoles por 4-1
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As declarações de Gabri Veiga após a vitória do FC Porto sobre o Nápoles por 4-1, num jogo da Liga dos Campeões no qual apontou um dos golos dos dragões.
Análise ao primeiro triunfo
"Estávamos muito contentes por este jogo que pode trocar a nossa dinâmica na Liga dos Campeões. Acho que merecíamos mais pontos, mas estamos numa boa etapa. Defrontámos uma grande equipa, mas quando estamos no máximo de energia e concentração é muito difícil jogar contra nós"
Bola à barra deu motivação para o golo?
"Motivação não deu, até ficou a mágoa por não ter marcado um golo que seria muito bom na sequência de um lance que trabalhamos muito, mas o futebol é assim e no final tive recompensa de fazer um golo importante e de contribuir para vitória."
Expetativas para a Liga dos Campeões?
"Continuamos jogo a jogo. Primeiros três jogos não foram o que desejávamos, mas acho que estamos mais vivos do que nunca e num grande momento de forma depois de um dias muito difíceis por causa da tragédia que aconteceu em Espanha e por isso um abraço meu à família Jesús de Miguel, aos seus amigos e ao Tenerife porque sinto-me muito identificado. Além disso, não cheguei a este jogo nas melhores condições por causa de uma constipação, mas a energia deste grupo é contagiante."
Plano para Guimarães?
"É mais uma grande equipa, certamente com menos pontos que do que os que merecia e com adeptos que puxam muito, mas somos uma equipa muito difícil e vamos lá com essa energia e união."
Depois, em declarações à Sport TV...
Estava doente de manhã, recuperou totalmente?
"Estava mesmo doente, levo dois dias com antibióticos, foram dias difíceis. Por isso mesmo, também foi psicológico, pela tragédia que aconteceu em Espanha. Tocou-me muito, quero mandar um abraço aos familiares e amigos do Jesús de Miguel e para todo o Tenerife. Foi uma tragédia, muito triste, quero dedicar-lhe o golo. Não estou nas melhores condições, mas o espírito de equipa puxou-me para cima. A nossa chave é puxar-nos uns aos outros."
E ganhar assim...
"Quando eu estou num bom momento de forma, com confiança, energia e a atitude certa, a equipa fica contagiada. É o caminho que temos de seguir. É dos golos, mas sobretudo por essa energia e atitude. É muito difícil jogar contra nós."
Nápoles surpreendeu, ou havia um plano?
"Sabíamos que, se calhar, iam jogar com muita mobilidade. Os três do meio-campo a romper e a rodar muito, mas o nosso staff, fantástico, pôde detetar isso e preparar muito bem o jogo no sentido tático. Há que falar dessa atitude e dessa energia. Quando estamos nesse nível, as coisas correm bem."
Houve tentativa de jogar mais pela direita?
"Não, o meu golo até veio da esquerda. Depende da variabilidade, na direita temos o Pepê, roturas com Alberto, com o Victor [Froholdt], mas temos todos os tipos de opções."
Está desbloqueada a Champions?
"O pensamento está em Guimarães, não é de Champions, mas a nossa Champions também é o campeonato. Um grande rival, um campo difícil, mas agora é disputar. Vamos focar no jogo antes da paragem."
A paragem para as seleções, espera uma convocatória em Espanha?
"Não depende de mim, não penso nisso. Acho que tenho azar por ser de um país com os melhores jogadores do mundo. Sempre disse que sou jogador do FC Porto, quando chegar, chegará."