Aquecem as eleições no Marítimo: Pereira denuncia descalabro e Carlos Batista garante sustentabilidade

Sufrágio está marcado para o próximo dia 17

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• Foto: Hélder Santos
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O antigo presidente do Marítimo, Carlos Pereira, considera que a gestão da direção de Rui Fontes e Carlos Batista – este ex-vice-presidente, que agora se candidata nas eleições de dia 17 – nos últimos dois anos originou um descalabro a vários níveis do clube.

"Como é possível alguém apoiar quem esteve na origem deste ‘descalabro’ financeiro e desportivo? A parte financeira foi toda delapidada e desportivamente o Marítimo está na 2.ª Liga", disse Carlos Pereira à Antena 1 Madeira, considerando que o momento é comparável ao que encontrou em 1997, quando Fontes saiu pela primeira vez do clube.

Sobre a acusação de que ainda é detentor de empresas em nome pessoal,  o ex-líder esclareceu: "Até hoje não quiseram resolver o assunto, quando ficou encarregue por escrito que os presidentes da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal iam sentar-se comigo. Mas continuo à espera de resolver todos os assuntos. Se há falha é do Marítimo."

Apoio à lista A

O candidato Carlos Batista, que lidera a lista B contra a A de Carlos André Gomes, já respondeu às declarações de Carlos Pereira. "Tenho estado a refletir e, como nesta vida não há coincidências, é curioso que o candidato da lista A tenha dito que começou a preparar a sua candidatura há 2 anos, ou seja, mal esta direção foi eleita! Parece que já havia um propósito deste candidato e do senhor Carlos Pereira para tomar o poder, daí compreenderem-se as suas recentes declarações, num claro apoio à lista A", disse, frisando: "O clube está em situação absolutamente sustentável. Precisa de investimento para evoluir competitivamente, mas é sustentável. Uma coisa podemos garantir: nenhum membro desta lista ganha um tostão em negócios com o clube ou com a SAD, ou mesmo com jogadores."

Batista deixou ainda um desafio: "O que esperava era que o sr. Carlos Pereira aproveitasse o tempo de antena que estas eleições, provocadas por nós, lhe deram para dizer a data em que vai transferir para o Marítimo as empresas em que o mesmo é gerente e que são detidas por um seu funcionário, estando o senhor Carlos Pereira munido de uma procuração irrevogável".

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