Carlos André Gomes: «Subida de divisão é fundamental para o sucesso do Marítimo»

Apresentou publicamente a sua candidatura e revelou que direção do clube será a mesma das SAD

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• Foto: Hélder Santos
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"Em honra da tua história". Este o lema da candidatura de Carlos André Gomes à liderança do Marítimo, apresentada esta segunda-feira às 19.10 horas (alusão à fundação do clube, no ano de 1910) nas eleições aprazadas para o próximo dia 17. O opositor de Carlos Batista – que apresenta oficialmente a lista quinta-feira – tem ideias claras sobre aquilo que o clube precisa, considerando que o Marítimo vive a maior crise da sua história.

"Sabemos que temos um trabalho muito difícil pela frente, mas não somos de virar a cara à luta. Se nos metemos neste projeto é que temos confiança e encontraremos as soluções que o Marítimo precisa. Definimos uma calendarização, em que os primeiros oito meses são fundamentais, os primeiros quatro para fazer um diagnóstico real daquilo que é o clube e os restantes para desenvolver as soluções. A partir daí torna-se mais fácil passar à fase da implementação", salientou o candidato, apontando: "A subida de divisão é fundamental para o sucesso do Marítimo. E o nosso dever é criar as condições para que quem lá está a trabalhar em campo possa usufruir e trazer o Marítimo para a 1.ª Liga. Esse é o nosso desígnio. Depois temos confiança de que, quem está lá, tem de estar imbuído do mesmo espírito que nós. Se isso acontecer, não tenho dúvidas que estaremos na 1.ª Liga".

Carlos André Gomes desvendou ainda qual o seu modelo para as sociedades anónimas desportivas. "Os mesmos elementos que estarão na direção serão os mesmos das duas SAD, a do futebol e a do andebol. Não haverá aqui modelos bicéfalos. Quem tem responsabilidade do clube passará a estar com a responsabilidade de ambas as SAD", revelou.

O futebol passa a ser "responsabilidade direta do presidente", mas já está identificado o novo diretor desportivo, que será revelado em breve, assegurou o investigador, não descartando a entrada de um investidor. "Pode ser uma das soluções que vamos procurar".

Tulipa não foi protegido

Carlos André Gomes não fugiu à polémica em redor de Tulipa e a sua relação recente com os adeptos. "Primeiro que tudo, a marca Marítimo tem de ser defendida. E, nesse particular, parte de nós, direção, dar um sinal de liderança forte, para que quem está na nossa estrutura perceba que o caminho é sempre defender a imagem do Marítimo. Aquilo que vi ali foi uma ausência de liderança, que permitiu ao Tulipa estar defendido nas suas costas. Temos de dar um sinal para toda a equipa que somos uma equipa unida, com liderança forte e que estará sempre presente nos momentos bons – que é fácil – mas essencialmente nos momentos maus", referiu, notando: "O que se passou, com o Tulipa a sair isolado, connosco não acontece".

A palavra lealdade faz parte do seu manifesto e não é um ‘recado’ à outra lista, antes… um direta. "Houve muita falta de lealdade e um sinal claro do presidente Rui Fontes, quando disse que sentiu falta de solidariedade. Isto connosco não pode acontecer. Quem está connosco tem de ser leal e solidário. Não pode abandonar o barco e depois voltar a candidatar-se, pois acha que não tem nada a ver com o que se passou lá atrás", observou.

A lista apresentada tem como presidente da Assembleia Geral Tranquada Gomes, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, e Miguel Silva Gouveia, ex-presidente da Câmara Municipal do Funchal, na liderança do Conselho Fiscal. A direção é constituída por 3 vice-presidentes: Vítor Calado na gestão administrativa e financeira; Rubina Gonçalves na área jurídica, comunicação e relações externas; e Jorge Freitas no património e modalidades amadoras.

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