Vasco Botelho da Costa e o jogo na Luz: «Benfica tem de ganhar para manter os objetivos em aberto»

Treinador do Moreirense antecipa dificuldades no Estádio da Luz

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Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense
Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense • Foto: LUSA/EPA

O Moreirense desloca-se este sábado (18h) ao Estádio da Luz com a ambição de tentar surpreender o Benfica. Apesar do desejo, o treinador, Vasco Botelho da Costa, reconhece que será uma tarefa difícil para a sua equipa e não vê o adversário sob pressão.

“Os clubes que lutam por títulos estão sempre habituados a lidar com a pressão. Não acredito que tenha qualquer influência. Têm de ganhar para manter os objetivos em aberto e isso é uma motivação acrescida, mas olham para o Moreirense com respeito. Estamos a falar de uma equipa com um plantel com muita capacidade, extremos que jogam por dentro, laterais que se projetam, médios que desequilibram. José Mourinho tem jogadores com qualidade que lhes permite fazer de tudo. Será muito difícil, sabemos que vamos ter de passar muito tempo a defender e a sermos solidários. O jogo da semana passada tem de dar muita confiança. Se jogarmos com a alegria e vida que mostrámos contra o Estoril, vamos ficar mais perto dos bons resultados.”

Sem pontuar contra equipas do topo da tabela: “É um desafio à imagem do nosso grupo, um grupo de jovens ambiciosos. A forma como fomos lidando com o momento em que não estávamos a conseguir vitórias, a ambição e a solidariedade semana após semana deram-nos bons indicadores para encarar este tipo de jogos, sem muita irreverência. É mais difícil ter bons resultados nestes jogos. Depois, nos nossos próprios desafios enquanto grupo de trabalho, tentámos bons resultados contra equipas de cima, mas não conseguimos. Tenho por hábito focar-me no processo e nas coisas bem feitas, porque assim o resultado fica mais próximo de ser positivo. Temos de trazer a bagagem de aprendizagem e tentar, nesta última oportunidade, conseguir desta vez levar pontos. Seria um prémio justo para o nosso plantel.”

Dificuldades esperadas: “Espero um Benfica motivado, com os objetivos em aberto, a jogar em casa, com o estádio cheio, um plantel recheado de qualidade, sete dias para preparar o jogo, o que não é muito habitual nas equipas grandes. Por isso, um Benfica na máxima força a obrigar-nos a estarmos muito atentos. O 'momento' do jogo será no momento em que ganharmos e perdermos a bola. O Benfica é uma equipa muito estratégica, analisa muito o que o adversário faz. Provámos isso no jogo da primeira volta. Estamos a falar de uma equipa recheada de bons jogadores; quando tiver bola será uma equipa perigosa a pressionar a nossa baliza.”

Objetivos até ao final da época: “Acabar o mais acima da tabela. Mas não vamos pensar nos três jogos seguintes, porque o foco para já passa por fazer o melhor possível contra o Benfica. Considero importante, tendo em conta a competitividade, existir equilíbrio no seio da equipa. As épocas vivem de momentos. Pela primeira vez vou deixar de fora jogadores por opção. São oportunidades de crescimento, uma bagagem importante que nos vai preparar.”

Adaptações forçadas por lesões e castigos: “Mais do que chorar ou lamentar, temos de encontrar soluções. Gosto de acreditar que tento passar isso para a equipa técnica: olhar para estas situações não como um problema, mas como foco na solução. Encontrar soluções que possam existir. Os jogadores têm uma grande dose de responsabilidade e muito mérito. Não é fácil entrar na nossa fase com o objetivo atingido, onde tínhamos um fosso significativo para as equipas da frente e trabalhar com a mesma determinação. Ainda que tenha demorado mais tempo, saímos mais fortes dessas dificuldades, porque o futebol é assim. Se calhar amanhã, quando tivermos de lidar com uma situação destas, vamos estar mais preparados.”

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