António Simões defendeu a saída de Pedro Guerra (embora sem nunca referir o seu nome) do Benfica na sequência da polémica troca de e-mails entre o diretor de conteúdos da BTV e Adão Mendes, num caso denunciado pelo diretor de comunicação do FC Porto, que falou num alegado esquema de corrupção de árbitros.

"Isto dos e-mails não pode acontecer. Com Gomes da Silva concluiu-se que não podia estar num programa televisivo e ser dirigente do Benfica. O senhor presidente do Benfica tomou a opção e muito bem. Das duas uma: Temos um funcionário que está num programa desportivo e não se faz a mesma coisa. E é mais grave. Há que ser coerente. Não podemos ter no departamento de comunicação quem fale muito mas não sabe comunicar. Este clube tem de ser o melhor em tudo, não só dentro de campo. Não me revejo nesta gente a representar o Benfica. Não posso admitir porque o meu passado e amor a este clube não se coadunam com o que estou a assistir. Por mais que isto possa custar perder um ou outro jogo, estes valores são mais importantes. Este é o momento de fazer a reflexão. Isto está crispado e o Benfica não pode contribuir para isto", afirmou o magriço na BTV, lembrando que os encarnados são um emblema democrático e que, pelo seu passado, ganhou o direito a poder fazer tais reparos.