A SAD do Benfica pode vir a ser constituída arguida no caso e-toupeira, "caso se prove que uma pessoa coletiva beneficiou da informação alegadamente recolhida por Paulo Gonçalves", avança o 'Expresso' citando fonte judicial.

O processo já conta com cinco arguidos, entre eles o diretor do departamento jurídico da SAD encarnada, Paulo Gonçalves, detido na terça-feira em Santarém, acusado de ter subornado três funcionários judiciais para obter informações processuais em relação ao 'caso dos mails'. Juntamente com os outros arguidos, o advogado, de 48 anos, vai ser ouvido por um juiz de instrução na tarde desta quarta-feira.

Paulo Gonçalves, no Benfica desde 2006, não foi o único detido do processo até ao momento. A ele, junta-se o nome de José Nogueira da Silva, membro do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça e uma das pessoas que terá quebrado o sigilo judicial.

Júlio Loureiro (funcionário no tribunal de Fafe e ex-observador de árbitros), Óscar Cruz (agente de jogadores, que terá sido intermediário entre Paulo Gonçalves e os funcionários da justiça) e José Silva (técnico de informática do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça) são os restantes arguidos da operação, que envolveu sensivelmente 50 elementos da Polícia Judiciária, um juiz de instrução criminal e dois magistrados do Ministério Público.

Quem é quem na operação e-toupeira?