O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, acusou o Benfica de ter recorrido a serviços de bruxaria para assegurar os êxitos desportivos conquistados na última época. De acordo com os e-mails revelados pelo responsável dos dragões, a direção dos encarnados terá recorrido a um general da Guiné-Bissau, Armando Nhaga, para servir de intermediário com um feiticeiro. Esta informação, entretanto, já foi desmentida pelo próprio.

"Tentei falar com o Benfica, mas não aceitaram. Não houve contrato nenhum! Pronto, acabou", afirmou o comandante da polícia da Guiné-Bissau, à CMTV, onde ainda reiterou não ter recebido qualquer verba: "Como não houve trabalho nenhum não houve qualquer pagamento. Eu não ajudei em nada o Benfica."

Apesar de negar qualquer ajuda ao clube encarnado no capítulo do sobrenatural, Armando Nhaga confirma ter trocado e-mails com o presidente do Benfica. "Trocar e-mails não significa nada. Como já disse isto não deu em nada. O homem disse que não acredita em nada", acrescentou o general que ainda se recusou a datar o contacto com o líder das águias: "Não tenho de dar essa resposta. Não tive mais contactos com o Benfica."

100 mil euros

De acordo com as acusações que Francisco J. Marques fez no programa ‘Universo Porto da Bancada’, este acordo com o general Armando Nhaga para assegurar os serviços do bruxo teria ultrapassado os 100 mil euros. Além da conquista do campeonato ainda seriam pagas verbas suplementares de acordo com triunfos na Champions e Taça de Portugal.

Sem comentários dos encarnados

No passado domingo, após a Polícia Judiciária ter recolhido todo o material relativo aos e-mails, o Benfica emitiu um comunicado onde se mostrou disponível para "colaborar com as autoridades". O clube encarnado também assegurou que "não fará mais nenhum comentário sobre assuntos que a partir de agora estão em segredo de justiça". As águias também asseguraram que pretendem garantir "a salvaguarda do seu bom nome e reposição da verdade".