Se perguntar pela Dona Néné – Inês Furtado de nome verdadeiro – em Angra do Heroísmo, todos sabem quem é. E Record também ficou a conhecer esta cabo-verdiana que aterrou na ilha Terceira em 1980. Três anos depois nasceu Eliseu e nasceu também o amor pelo Benfica.

"O Eliseu é benfiquista desde sempre e quando era pequenino dizia que queria jogar no Benfica. E quando via os jogos na televisão e o clube perdia, ele nem jantava, ficava chateado, não falava com ninguém e dava pontapés nas mesas e nas cadeiras", contou D. Néné ao nosso jornal, no restaurante africano que gere na ilha.

Com tanto amor pelos encarnados é impossível esquecer o dia 24 de julho de 2014. "O Eliseu ligou-me e disse-me: ‘Vou para o Benfica’. E eu não acreditei, só percebi que era verdade quando ouvi na rádio e fui logo para Lisboa. Eu, há uns anos, fiz uma promessa que se o Eliseu jogasse no Benfica ia a Fátima. E cumpri no dia em que ele assinou. Andei lá de joelhos, sem proteções, ficaram todos esfolados. Era o meu sonho", assumiu.

Mas, afinal, qual a razão para tanta desconfiança ao início? "Há cerca de quatro anos, o Eliseu telefonou-me e avisou-me que o Rui Costa estava em Málaga para contratá-lo. Só que ,no jogo com o Anderlecht, o Eliseu marcou dois golaços e o presidente do Málaga já não o quis vender", revelou a mãe.

O defesa-esquerdo viria a vestir a camisola do Benfica mais tarde e, se fosse D. Néné a mandar, a questão era fácil de resolver. "Pelo que vi no vosso jornal, ele fica mais duas épocas. Não lhe perguntei, porque não gosto de meter-me na vida dele, ele é que sabe. Mas eu adorava que ele continuasse no Benfica. E quero vê-lo novamente campeão", confessou. A conversa chegou ao fim e ainda houve tempo para provar alguns petiscos do restaurante, que tem um fã. "O Eliseu adora a comida da mãe", contou D. Néné.