Ricardo Araújo Pereira voltou a reagir à resposta de Francisco J. Marques e deu o assunto como encerrado apontando para o que disse o diretor de comunicação do FC Porto: "Disse que tinha enviado um mail polémico e enviei: 'Claro. Abraço'", começou por explicar, com ironia à mistura.

"Entretanto ele já respondeu a dizer que eu não sou cartilheiro, sou benfiquista, e que tal não é defeito, é feitio. Isso sei eu. Obrigado. O número de pessoas que lê as notícias vai decrescendo. Todas leram a notícia do J. Marques a dizer que sou cartilheiro. Menos leram a minha a explicar aquilo e menos ainda a resposta dele. Não me interessa o que meia dúzia de pessoas vão achar. O que me chateia é que o Benfica seja menos proativo do que eu a esclarecer coisas deste tipo", reiterou em declarações durante o programa 'Governo Sombra' da TVI24 onde deixou uma opinião sobre quem gere o clube do coração.

"É esquisito que haja tanta gente que não é do Benfica a exercer funções no Benfica. Eu concordo que o treinador o seja, inclusive, para baixo [na estrutura hierarquica]. Para mim esses podem ser do clube que quiserem desde que sejam profissionais. Por mim, se ganharem a Liga dos Campeões até podem ser 11 gatunos! Do treinador para cima, 'é pá'… não há razões para não serem do Benfica", sublinhou.

O bom trabalho de Bruno de Carvalho

Ricardo Araújo Pereira lançou ainda um olhar sobre o clube rival do 'seu' Benfica e falou, com humor, que as figuras de outrora foram ultrapassadas quando não o deveriam ter sido: "Bruno de Carvalho parece-me que está a fazer um bom trabalho. A pecha é isto da comunicação, no meu tempo não havia disto. Quando eu tinha 10 anos e me perguntassem: ‘Viste o que o diretor de comunicação do Benfica disse?’. Eu respondia: ‘Deixa ver o Nené, cala-te!’ Sabia lá quem era. O Chalana é que interessava".

O fundador dos Gato Fedorento reconheceu mesmo que "não fazia ideia que o Bruno de Carvalho era contestado dentro do Sporting". "Só percebi que era contestado… por causa dele próprio. Pensei que era unânime por ter ganho com 90 por cento. Há-de haver lá um tipo qualquer que não fazia ideia que existia", ressalvou.



Autor: Flávio Miguel Silva