Luís Castro, treinador do Chaves, analisou o empate diante do V. Setúbal dizendo que a equipa apresentou-se fisicamente abaixo do esperado.

"Acho que o empate foi justo. A forma como aconteceu ou não é outra história. Senti a nossa equipa um pouco aquém do ritmo competitivo que tem demonstrado nos outros jogos. Quero crer que a paragem de 11 dias provocou este abaixamento de ritmo na equipa. É normal isto acontecer, mais uma vez jogando contra uma equipa que tinha disputado um jogo da final da Taça da Liga. Senti a equipa um pouco aquém em termos competitivos. Tivemos uma primeira parte com ritmo baixo, retificámos, mas essa retificação durou dez minutos. Na segunda parte, entrámos muito fortes, criámos muitas situações de golo e, à terceira situação da segunda parte, fizemos o golo. A partir daí, tivemos de suster muito do Vitória na procura do empate. Foi daqueles jogos em que a equipa provoca no treinador sensações diversas e que nos apetece mudar várias coisas e que achamos que as substituições são poucas para o tanto que vai na nossa cabeça, mas o futebol é assim e aceito o empate, como aceito qualquer resultado. Os golos é que valem e que dão justiça ao jogo, não há justiça para além dos golos."

Sobre a arbitragem

"Gostava muito de comentar isso, mas nos sítios mais próprios e não numa conferência de imprensa após um jogo. Eu acho que o futebol, neste momento, está num clima muito forte de instabilidade. Chamar-lhe-ia um clima de guerra, entre aspas. Normalmente, uma guerra leva à violência e depois à destruição. O futebol está a percorrer caminhos perigosos, não estou a dizer que é por causa dos árbitros. Se estivéssemos num clima de paz, eu comentava o lance e os minutos de desconto. Neste momento, prefiro que os árbitros façam a gestão do jogo, prefiro eu fazer a gestão da minha equipa e o Couceiro fez da dele. Pronto, deu 2-2. O árbitro podia ter dado seis minutos e nós não devíamos ter sofrido o golo aos 90+6 minutos. Interessa-me perceber porque é que isto aconteceu e eu já percebi.

Não quero ser apelidado de ingénuo e de anjinho. Sei olhar para as coisas, sei perceber as coisas, sei analisar as coisas. Agora quero percorrer este caminho neste momento, quero analisar a minha equipa, quero perceber o que aconteceu com ela, quero perceber porque é que sofremos um golo de canto, isto é que quero perceber."

Penálti do Vitória

"Há um clima de grande instabilidade no futebol, as coisas estão muito difíceis, o entusiasmo de todos nós à volta do jogo, que nós vemos em outros campeonatos, neste momento está um pouco ferido no nosso campeonato. Agora, cada equipa tem de avaliar o seu trabalho e eu vou avaliar o meu com a minha equipa.

Mas, falando do jogo, nós não tivemos a capacidade de, em muitos momentos do jogo, desmontar a equipa do Setúbal, mesmo encostando atrás, como encostámos, devíamos ter tido a capacidade de sair com qualidade para a frente. Faltou-nos essa energia, por isso, acabámos por empatar o jogo. Fizemos dois excelentes golos, há que enaltecer, jogadas fantásticas, isso é o que levo do jogo de hoje e um ponto."

Faltou voltagem ao meio-campo

"Apresentámo-nos muito desgastados na segunda parte e isso reduziu a nossa capacidade ofensiva. Faltou algo mais à equipa, talvez erro meu."

Reforços para o meio-campo

"O meio-campo que está fustigado por lesões foi o meio-campo que fez um percurso fantástico no campeonato, portanto, nada está a falhar, nada falhou na equipa. A equipa esteve sempre a níveis muito bons, o meio-campo foi sempre muito forte, mesmo faltando unidades. Acho que não vai haver surpresas, sempre vós disse, o maior reforço da equipa era recuperar fisicamente as lesões, é isso que eu espero."

Saídas

"Poderá sair ou não mais um jogador até ao último momento de mercado. Estamos a falar de Hamdou Elhouni. O jogador manifestou vontade de sair, nem todos os que manifestam vontade de sair eu abro porta, não gostaria que ele saísse num primeiro momento, mas o jogador mostrou grande vontade de o fazer."

Autor: Lusa