Há mais de 20 anos, sir Bobby Robson fez um pedido especial ao presidente Pinto da Costa quando disse que, mais do que qualquer reforço, o melhor presente que podia receber era um relvado novo. O dirigente fez a vontade ao técnico e foi o inglês quem deu início ao ciclo de glória que levou o FC Porto a conquistar o inédito pentacampeonato.

Em Chaves não se augura um desfecho tão eufórico, mas a história que serviu de introdução encontra um paralelo assinalável, uma vez que os transmontanos só conseguiram alcançar o primeiro triunfo da época precisamente no dia em que estrearam o novo tapete do Estádio Municipal.

Uma aposta com reflexos desportivos notados pela maioria dos adeptos, sendo esse o principal tema de conversa na análise dos sócios ao desenrolar do jogo. Piso de qualidade compatível com a elevada dinâmica e acutilância que a equipa apresentou recentemente no Estádio do Dragão, recordaram alguns.

Com um palco em condições, a equipa agradeceu e foi capaz de chegar ao nível que Luís Castro pretende. A capacidade de decisão do presidente honorário, Francisco Carvalho, acabou por ser determinante, dado que a obra ficou pronta em menos de 15 dias.

Platiny após longa palestra

O técnico Luís Castro tem por hábito conversar com todo o plantel após os jogos, mas a palestra desta terça-feira, na sessão em Vila Pouca de Aguiar, acabou por ser ligeiramente mais prolongada do que o habitual. Foco na linha de continuidade após o alívio frente ao Moreirense foi o tópico do discurso do treinador, na certeza que os titulares apenas realizaram treino de recuperação. A novidade do dia foi o regresso sem limitações do avançado Platiny, após longa ausência devido à fratura de três dedos de um dos pés.

Autores: Paulo Silva Reis e Pedro Malacó