Caldo entornado em Chaves pelo segundo dia consecutivo por causa da falta de bilhetes para o jogo com o Benfica. Desta feita com o protesto de centenas de adeptos, ameaças a funcionários dos transmontanos e reivindicações por escrito no obrigatório livro de reclamações.

Revolta com génese na política de venda de ingressos que o clube adotou nos últimos dias, já que o Chaves anunciou que os bilhetes de associados que não fossem vendidos até às 19 horas de sexta-feira seriam destinados ao público em geral, mas que o comércio desses ingressos só seria realizado ontem de manhã.

Acontece que a lotação Estádio Engenheiro Manuel Branco Teixeira esgotou na sexta-feira, depois de a direção ter dado indicações para, face à elevada procura, antecipar a venda de bilhetes. Tenha sido por falta de informação da alteração do calendário de venda ou inconformados com os critérios da direção, centenas de adeptos deslocaram-se ontem de manhã até ao recinto flaviense com a esperança de ainda terem acesso a uma entrada para a receção ao Benfica.

Elevada procura, principalmente por força do fluxo de emigrantes que Chaves regista no mês de agosto, que rapidamente gerou um movimento de desconforto.

Sem bilhetes para vender a confusão instalou-se num ápice, os ânimos aqueceram e alguns funcionários chegaram mesmo a ser ameaçados, enquanto outros adeptos fizeram questão de manifestar o seu descontentamento por escrito no livro de reclamações.

Autores: Pedro Malacó e Paulo Silva Reis