As novas provas apresentadas pelo Benfica na petição judicial apresentada pelo contra Jorge Jesus foram esta sexta-feira consideradas "ineptas" pela juíza do Tribunal do Barreiro que presidiu à audiência preliminar.

Quer isto dizer que Anabela Gomes Marques, a juíza do processo, apontou para o artigo 193.º do Código do Processo Civil, considerando que faltava ou era "ininteligível a indicação do pedido ou da causa de pedir".

Quer isto dizer que o tribunal considera que faltam elementos que clarifiquem a ação apresentada pelas águias contra o antigo treinador, que é acusado de quebra de contrato e roubo de 'software' antes de se mudar para o rival Sporting, há cerca de um ano. O Benfica pede 14 milhões de euros, "um por cada adepto do clube".

Agora, os advogados do clube da Luz têm 10 dias úteis - duas semanas, portanto - para reformular a petição judicial. Caso a nova argumentação seja aceite pelo tribunal, então avançar-se-á para julgamento, cuja primeira sessão está já marcada para o dia 5 de janeiro.

Caso a juíza considere que a "ineptidão" da petição se mantém, então a petição será declarada nula e o caso nem sequer irá a julgamento. Nesta situação, o Benfica não poderá a voltar a apresentar uma ação pelos mesmos factos.

(Artigo corrigido às 22h01)


Autor: Sérgio Krithinas