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Videoárbitro terá "maior habilidade e menos erros" no arranque oficial

Duarte Gomes realça que a tecnologia está agora "transcrita para a lei"

O primeiro ano de implementação do videoárbitro após um ano de teste na Liga NOS trará "maior habilidade dos árbitros e menos erros" aos jogos, disse esta quarta-feira à Lusa o antigo árbitro internacional Duarte Gomes.

Depois de duas épocas de teste, a última, em 2017/18, com implementação na Liga NOS, a tecnologia está agora "transcrita para a lei" e o arranque oficial deixa "esperança" ao antigo juiz, bem como os treinos, experiência de jogo e formação acumulados.

Perante uma "mudança de paradigma muito grande", que levou a "alguns erros" na época transata, há uma "maior preparação e alinhamento com o novo paradigma", o que levará "a maior habilidade e, por consequência, menos erros", de acordo com Duarte Gomes.

Para a nova temporada, a grande novidade passa pela inclusão de quatro videoárbitros (VAR) nomeados pelo Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no caso Bruno Esteves, Bruno Paixão, Luís Ferreira e Vasco Santos, que abandonam os relvados para assumir a função como uma carreira separada, uma "especialização inevitável" que permite "muito mais liberdade de atuação, um melhor trabalho e menos erros".

Sobre o atual quadro de árbitros, que inclui 20 juízes na principal categoria (C1 Pro), três deles novos, os casos de André Narciso, Cláudio Pereira e João Pinto, esta trata-se de "uma fase de transição", apontou Duarte Gomes.

O antigo juiz reconhece que, com o abandono de "árbitros muito experientes nos últimos 10 anos", perdeu-se alguma "experiência que trazia credibilidade junto dos clubes e dos adeptos", ainda que nomes como Artur Soares Dias ou João Capela, entre outros, continuem, mas há a necessidade de "sangue novo", como num plantel que "precisa de competição para que a médio prazo possam ser bem sucedidos", incluindo a nível internacional.

Quanto às novas diretrizes do CA passadas aos árbitros, que passam pela permissão de mais contacto físico, reduzindo o número de faltas, e a punição de protestos junto dos juízes e de perdas de tempo deliberadas, a medida, habitual, visa desta feita "tornar o desporto mais dinâmico".

Por outro lado, Duarte Gomes entende que estas permitem aos árbitros "serem muito mais corajosos e firmes quando há excessos" e oferece-lhes maior autoridade, permitindo ainda consciencializar os adeptos para o erro, porque "nenhum sistema é perfeito".

A questão cultural de crítica aos árbitros "tem de se esbater aos poucos com tolerância e paciência" por todos os agentes desportivos, ainda que Duarte Gomes não preveja uma diminuição no número de polémicas.

"Estou convencido que ainda demorará muitas gerações até que as pessoas deixem de ver o árbitro como o mau da fita. Mas a bola ainda não começou a rolar e já há este tipo de crimes, como a divulgação de dados dos árbitros na Internet", atirou o antigo árbitro, que considera este um "péssimo prenúncio" para a nova época.
Por Lusa
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