A troca de palavras entre Sérgio Conceição e Rui Vitória prosseguiu este domingo com o treinador do FC Porto a sublinhar que não voltou atrás do que tinha dito sobre a incoerência do homólogo do Benfica, para depois dirigir um claro ataque ao recordar a referência que este fez no passado recente a vendedores de pipocas quando falou de Jorge Jesus.

"Tenho pouca vontade de me alongar mais e falar mais. Quero esclarecer aqui uma coisa muito importante. Eu não voltei atrás naquilo que eu disse. Eu lamentei que um exemplo menos feliz da minha parte o levassem para a ofensa. Eu não quis ofender. Eu falei de incoerência. Assumo as minhas responsabilidades", começou por dizer o treinador do FC Porto, prosseguindo: 

"Sou direto e frontal. Eu assumi a responsabilidade daquilo que eu disse. Eu lamentei um exemplo menos feliz. Não tenho que pedir desculpa a ninguém. Eu tenho respeito por toda a gente. Eu tenho respeito pelo nosso roupeiro, pelo roupeiro dos rivais. Pelos vendedores de pipocas, tenho respeito pelos treinadores e pelos presidentes. O verdadeiro limite no futebol é o respeito pela verdade desportiva. E com isto que quero concluir." 

"Aquilo que tem de falar por mim são os resultados, não este tipo de situações. Eu digo o que sinto e o que penso. Fui assim como jogador e sou assim como treinador. O verdadeiro limite é o respeito pela verdade desportiva. Depois o limite naquilo que é o meu discurso, pode não ser para outro. Por isso é que eu respeito um vendedor de pipocas, um colega de trabalho, um treinador de futebol, um outro treinador de futebol, o roupeiro. Respeito toda a gente", reforçou, encerrando: 

"Aquilo que eu disse em relação aquilo que foi um exemplo de um outro treinador foi um exemplo menos feliz da minha parte. Não tenho que pedir desculpa a ninguém, estou a dizer que lamento. Eu assumo aquilo que disse. A partir desse momento, a incoerência que eu falei continuo a reafirmá-la. Não quero falar mais disso. Quero falar é da minha equipa e das coisas boas que temos feito."