Óliver Torres vai ser uma carta... dentro do baralho desde o primeiro dia da preparação para 2017/18. O médio foi excluído, com uma enorme dose de surpresa, dos eleitos de Celades para o Europeu sub-21, pelo que poderá integrar a pré-época portista desde o arranque. Também Felipe viu ontem confirmado o adiamento do sonho de se estrear pelo Brasil.

Nuno Espírito Santo já chegou a expressar publicamente o desejo de que os jogadores do FC Porto sejam chamados o mais possível às respetivas equipas nacionais, mas não desvalorizará certamente a possibilidade de trabalhar com o maior número de elementos do seu núcleo duro assim que a oficina portista abrir para 2017/18.

Óliver, no qual a SAD investiu 20 milhões de euros, está fora do Europeu sub-21 que, no limite, poderia afastá-lo até meio de julho – recorde-se que esta época o médio só chegou ao FC Porto após ter sido selada a entrada na fase de grupos da Champions. Depois de ter sido titular nos 12 jogos de qualificação – dez da fase de grupos e as duas mãos do playoff –, o médio foi surpreendentemente afastado. "Eles [Óliver e Munir] ajudaram-nos muito, mas há que escolher e optámos por outros", justificou o selecionador. O próprio jogador não deixou de mostrar a sua desilusão. "Gostaria de poder ajudar os meus companheiros no Europeu sub-21. Não pôde ser. Vamos em frente. Muita sorte, amigos", escreveu Óliver nas redes sociais.

Já Felipe ficou de fora das opções do selecionador brasileiro Tite para dois particulares, com Argentina e Austrália, pelo que não irá estrear-se na canarinha. O central já chegou a ser convocado em 2016, mas não foi utilizado.


Autor: André Monteiro