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Sérgio Conceição: «Temos de respeitar uma profissão que nos dá tanto»

Técnico explica papel da paixão no que faz no dia a dia

• Foto: EPA
Sérgio Conceição relevou ao Porto Canal o que trouxe ao FC Porto e de que forma moldou a equipa que acabaria por sagrar-se campeã nacional. O técnico recordou o momento em que aceitou o desafio e explicou o papel crucial da paixão pelo futebol.

O risco do desafio vs confiança no título

"Era uma frase cheia de convicção e consciência do trabalho que íamos fazer para dar aquilo que toda a gente ansiava há quatro anos, o campeonato nacional. Eu tenho muita confiança naquilo que fazemos e é o nosso trabalho. Tinha a consciência que era uma oportunidade fantástica de voltar aos títulos, sabendo das dificuldades e do cenário que estava à nossa frente. Mas aí falou um pouco do meu passado no FC Porto, as minhas recordações como jovem jogador e foi ao encontro às necessidades do FC Porto."

Adaptou o modelo ou os jogadores? 

"Todos os treinadores têm um modelo que gostam mais ou menos, mas nós temos de variar o nosso gosto de acordo com as características dos jogadores que temos e isso foi o que aconteceu. Tinha jogadores para jogar como jogámos, com nuances que dificultavam a perceção ao adversário. E isso deu muito trabalho a toda a gente… Meter o Marega a fazer movimentos contrários ao do médio não aparece de um dia para o outro… É preciso automatizar, rotinar. Eu conhecia bem o campeonato, passei sete meses no Nantes mas estava ligado ao campeonato portugues, então sabia como tinha de ser o trabalho, até em termos estratégicos, para estarmos mais perto da vitória.

Compromisso da equipa

"Esse comprometimento é fundamental. O tentar entrar dentro daquilo que são as características dos jogadores não só técnicas e táticas, mas também personalidade e caráter. Criar esse ambiente de fome de ganhar, determinação e ambição não é fácil. Mas os jogadores hoje em dia são inteligentes e veem a capacidade de trabalho da equipa técnica e de quem os rodeia. Temos todas as semanas, à quinta-feira, um dentista, alguém que vem ver se é preciso palmilhas, temos dois preparadores físicos incríveis, com o nosso fisiologista… É um raio x do próprio jogador durante o treino, a sua intensidade, a sua velocidade, a força, a frequencia cardíaca em repouso... Quer dizer, há uma equipa muito grande a trabalhar no FC Porto que necessita de ser realçada."

Trabalho para além do treino

"Essa avaliação é feita para nos dar elementos… Os microciclos normais, uma semana de trabalho, só no fim têm um jogo… No FC Porto temos muitos de dois jogos e por isso temos de saber o que se passa na retaguarda. E por mais fadiga que exista, há sempre o lado emocional que a mim tanto me diz. Essa paixão é fundamental em tudo, sermos apaixonados pelo que fazemos, pela vida. Temos de respeitar uma profissão que nos dá tanto, a todos os níveis. Esse respeito tem de estar presente diariamente. Pela profissão, pelo companheiro, pelo técnico, pelo roupeiro, pelo cortador de relva…"
Por André Monteiro
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