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Rodrigo Nunes: «Acordos do G15 não vão dar em nada»

Líder do Feirense diz que suspeitas de apostas irregulares mancham reputação do clube

• Foto: DR CD Feirense
No âmbito da investigação aberta pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de irregularidades nas apostas do jogo Feirense-Rio Ave, Rodrigo Nunes, presidente dos fogaceiros, garante ao Record que o seu clube não pode ser visto como suspeito de nada.

"O Feirense não tem que reagir porque não está em causa a idoneidade do clube", começa por dizer, realçando que o emblema de Sta. Maria da Feira apenas "fez parte de um jogo de futebol, que ganhou completamente".

O líder do conjunto nortenho lembra que esta situação "prejudica a imagem do clube", uma vez que "o bom nome das instituições e isso é mau", e garante já ter falado com Pedro Proença sobre o assunto.

"Tive uma conversa com o presidente da Liga, ele agora constituiu-se assistente no processo e disse-lhe que deveria ter uma reação mais enérgica na defesa dos clubes, porque representa todos os clubes. A Liga devia ter a preocupação de criticar veementemente esta situação", atirou, explicando que a entidade promotora fica sempre a ganhar.

"Acho que o controlo deveria ser mais rigoroso e os regulamentos das apostas mais transparentes. Segundo sei, a Santa Casa quando percebe que vai perder se determinada aposta vencer, anula-a. Tem a faca e o queijo na mão e vai ganhar sempre. Quem perde é quem aposta".

G15 gera pontos de interrogação

O Feirense integra o G15, mas Rodrigo Nunes mostra alguma desconfiança em relação às recentes medidas e explica que mais tarde ou mais cedo esta terminará se algum clube tiver que defender os seus interesses em detrimento dos outros.

"O Feirense está no grupo dos G15, agora tem uma SAD e tem sido o dono [n.d.r. Kunle Soname] que tem liderado esse processo. Pessoalmente, sou cético em relação a estes acordos e sinceramente acho que não vão dar em nada. Na primeira oportunidade em que um clube do grupo tiver de defender os seus interesses não terá problema nenhum em prejudicar os outros. Sp. Braga, Marítimo ou Boavista defendem os seus interesses e não estão preocupados com os do Feirense, P. Ferreira ou Tondela. A grandeza dos clubes também se vê aí", atirou, exemplificando depois.

"Sou contra os grandes clubes terem plantéis com um número elevado de jogadores e os clubes pequenos vão todos atrás desses excedentes e fazem quase um leilão de jogadores. Estarmos a servir de cobaias para valorizar jogadores de outros e o Feirense tem tido muito poucos jogadores emprestados".
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