O defesa Hackman, um dos reforços do Portimonense para esta época, vai reencontrar no próximo sábado o clube que representou na campanha anterior e não esconde a mágoa pelo ostracismo a que foi votado nos últimos meses ao serviço do Aves.

"Deixei de jogar no início de março, sem uma única explicação do treinador ou dos dirigentes. Simplesmente treinava e não era convocado", lamenta o ganês, explicando o que se passou. "Queriam que eu continuasse e optei por assinar pelo Portimonense, em janeiro. Souberam disso e passei de titular a reserva sem lugar no lote dos 18. Senti-me muito mal e fiquei magoado com o que me fizeram, pois estava disposto a dar tudo pela equipa, como sempre o fiz e como profissional íntegro que sou", frisa Hackman, de 22 anos.

Por tudo isto, o embate deste sábado "é especial". "Quero que o Portimonense ganhe e acredito que isso acabará por suceder, embora o Aves tenha um plantel muito forte pois recrutaram vários jogadores experientes, que passaram por clubes de renome", adianta o defesa, que vai rever caras conhecidas. "Estarão alguns amigos até ao jogo começar e depois dele. Durante os 90 minutos não há amigos e a preocupação é apenas fazermos tudo para ganhar um jogo importante", destaca.

O Portimonense soma seis pontos, mas Hackman defende que "a equipa, pela qualidade do futebol produzido, merecia mais". "E iremos, com certeza, somar os pontos necessários para atingirmos o nosso objetivo", sublinha.


Autor: Armando Alves