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Mais de seis meses sempre a sofrer

Quinze jogos seguidos a encaixar golos na Liga NOS, máximo histórico atingido em Chaves

• Foto: Ricardo Nascimento
O Portimonense soma 15 jogos seguidos a sofrer golos na Liga NOS, tendo em Chaves superado um máximo que datava da época 2010/11 (14 jogos). Desde o triunfo, por 3-0, frente ao Marítimo, na Madeira, em 5 de fevereiro deste ano, nunca mais os algarvios conseguiram manter a sua baliza inviolada.

A fragilidade defensiva revelada na época passada, sob o comando de Vítor Oliveira, acabou por ser compensada com o acerto na finalização, pois o Portimonense marcou 52 golos, contando com o ataque mais produtivo da sua história em 15 (até à altura, pois agora vai na 16ª) participações no escalão principal do futebol português.

Na época em curso, já sob a orientação de António Folha, o processo defensivo continua a não engrenar e a equipa sofreu sempre 2 golos nos três jogos oficiais realizados, pois aos dois compromissos da Liga NOS importa acrescentar a eliminatória da Allianz Cup, com o Rio Ave.

A isso, porém, junta-se um jejum ofensivo também histórico: nunca, no campeonato principal, o Portimonense tinha ficado sem marcar nas duas primeiras jornadas, nem mesmo quando, como agora, perdeu esses jogos.

Em 1977/78, 1982/83, 1986/87 e 2010/11 os algarvios chegaram à 2ª jornada sem pontos, tal como agora, mas... com golos. Na primeira daquelas campanhas o Portimonense marcou na segunda ronda, na receção ao V. Guimarães (1-2) e nas seguintes logo no jogo de abertura - contra FC Porto (1-2, em casa), Salgueiros (1-2, em casa) e Sp. Braga (1-3, fora), respetivamente.

Se os problemas defensivos não conheceram solução com a alteração de sistema (o Portimonense atuou com três centrais nos dois primeiros jogos oficiais e em Chaves voltou ao 4x3x3 da época passada), o ataque tem vindo a ressentir-se da saída dos dois melhores marcadores das duas últimas épocas: Pires, goleador da 2ª Liga em 2016/17, foi emprestado ao Penafiel; e Fabrício (15 golos na Liga NOS em 2017/18) ingressou nos japoneses do Urawa Red Diamonds.

Não se estranha, por isso, que os algarvios ainda procurem no mercado homens para o ataque.
Por Armando Alves
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