O defesa Rúben Fernandes, a viver a terceira etapa ao serviço do clube da sua terra, o Portimonense, divide com Nakajima o estatuto de melhor marcador da equipa, com três golos apontados, e esta poderá ser a sua época mais produtiva. "É sempre bom marcar, ajudando dessa forma o grupo, mas trocava de bom grado estes três golos por mais pontos, pois pelo que fizemos até agora no campeonato merecíamos outra pontuação", assinala o reforço vindo dos belgas do Sint-Truiden.

Na sua época mais produtiva na Liga NOS (2014/15, ao serviço do Estoril), Rúben marcou quatro golos, bastando-lhe agora mais um para igualar esse registo. E nos campeonatos profissionais a melhor marca foi alcançada em 2012/13, no Portimonense, com seis golos, números ao alcance do jogador, caso mantenha a produtividade até agora evidenciada.

Os três golos apontados diante de Boavista, FC Porto e Aves "foram todos com os pés, fugindo ao que é habitual num defesa-central", assinala Rúben Fernandes, admitindo que se trata, em boa parte, de uma... herança genética.

"O meu pai [José Fernandes, atual diretor desportivo do Armacenenses] era avançado e isso, seguramente, tem alguma influência na forma como abordo os lances na área contrária", confessa o defesa a Record, mostrando-se feliz por voltar a uma casa conhecida. "Estou perto da minha filha e restantes familiares e este é o meu clube. Tomei a opção certa", garante, apontando sem hesitar o grande objetivo: "Passa por ajudar o Portimonense a firmar-se no campeonato principal, garantindo a permanência esta temporada. Não temos sido felizes, mas o grupo tem potencial e os resultados irão melhorar."


Autor: Armando Alves