Miguel Cardoso analisou a derrota pesada do Rio Ave na Luz admitindo que "a dimensão atlética" dos jogadores do Benfica acabou por fazer a diferença.

"Toda e qualquer análise face a uma resultado destes pode parecer menos correta. Há uma dimensão do jogo que ajudou a decidi-lo que foi a dimensão atlética que se revelou em diferentes aspetos, nomeadamente na bola parada. O Benfica atacou esses lances fora da nossa zona e houve uma altura em que fez valer a altura dos seus jogadores. Alguns duelos em termos do meio-campo que começámos a perder por alguma condescendência relativamente a isso. Creio que tirando a questão das bolas paradas de onde surgiram 3 golos do Benfica, tivemos dois momentos na 2ª parte onde tivemos algumas situações depois de um remate ao poste na 1ª parte. Há que dar mérito àquilo que o Benfica fez já que porfiou durante todo o jogo para contornar um resultado que lhe era adverso. Nunca abandonámos o jogo e com essa dimensão que referi, o Benfica acaba por chegar a um resultado com todo o mérito e que é muito expressivo. Não é uma questão de ser justo ou não mas é o que é. Há que pensar naquilo que vamos fazer a seguir. Isso é que é fundamental", começou por dizer à BTV.

E analisou: "Tivemos uma entrada na 2ª parte que não foi muito forte. Devíamos ter tido a capacidade de perceber que os primeiros minutos do segundo tempo iriam ser decisivos e que era importante entrar muito, não deixando o Benfica instalar o jogo. Não o conseguimos fazer. O Benfica faz um golo de bola parada pela dimensão dos jogadores e de uma dimensão que domina muito bem, não só técnica na execução dos remates mas também na forma como marca as bolas paradas. O 2.º golo é fortuito e marca um pouco o jogo. A seguir aparece o 3.º golo outra vez de bola parada… É um avolumar de resultado que resulta essencialmente da competência que o Benfica mostrou na bola parada e pela forma como se atirou ao jogo nos 90 minutos. Não parece que tenhamos abandonado em momento algum aquilo que somos ou que tenhamos feito um jogo tão mau quanto à primeira vista, pelo resultado, possa parecer. De qualquer forma, o Rio Ave veio aqui e jogar e conseguiu competir mas quanto a um resultado destes há pouco a dizer".

"Dois desaires seguidos? Perder na Luz não é uma questão de estar nas contas ou deixar de estar. Há resultados e há formas de competir. Ao intervalo estávamos completamente dentro do jogo, a ganhar ou empatados. Competimos em todas as dimensões. Em Portimão, foi um jogo com registo diferenciado. Houve alguns factores que tivemos de gerir durante a semana do jogo de Portimão e não sou desculpas. O que vamos fazer agora é ir à procura do nosso melhor registo", concluiu o treinador.

Autor: Flávio Miguel Silva