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Ângelo Correia: «Acusavam-me de ser sarrafeiro»

diz que tinha semelhanças com insúa

Ângelo Correia: «Acusavam-me de ser sarrafeiro»
Ângelo Correia: «Acusavam-me de ser sarrafeiro» • Foto: PEDRO FERREIRA

Presidente da AG da SAD leonina não esconde a admiração por Rinaudo em entrevista a Record...

R – Jogou futebol?

AC – No Instituto Superior Técnico. Jogava a defesa-esquerdo no campeonato universitário.

R – As críticas eram positivas?

AC – Acusavam-me de ser sarrafeiro [risos]. Uma vez parti o pé a um jogador de outra equipa, num ímpeto defensivo [risos]. Foi sem querer, como é evidente. Mas era sarrafeiro, era duro.

R – Que opinião tem de Insúa, o defesa-esquerdo do Sporting?

AC – Há uma diferença entre nós: eu sou português e ele é argentino [risos]. Gosto muito do Rinaudo. Tenho uma apreciação por aquele senhor… E ainda tive mais nos primeiros tempos, antes de ter aquela lesão terrível.

R – Mas também tem fama de ser “sarrafeiro”, para usar a sua palavra.

AC – Pois, eu sei [risos]. Essa é outra coisa que eu compreendo nele. Tem algumas entradas ligeiramente argentinas, sul-americanas [risos], à moda das pampas. Aqui no continente europeu não é possível. Mas isso não me faz perder a admiração e o gosto que eu tenho em vê-lo jogar.

R – No Sporting praticou alguma modalidade?

AC – Toquei às campainhas das portas [risos]. Não… Outra modalidade só no Belenenses. Vivia na Ajuda. O Estádio do Restelo era perto e eu ia lá praticar hóquei em patins, quando era miúdo.

R – Sabe o seu número de sócio do Sporting?

AC – Não. Nem esse, nem o número fiscal, nem outros…

R – Há quanto tempo é associado?

AC – Há uns 12 anos.

R – E sportinguista, desde sempre?

AC – Desde os 2 anos. Por causa de um tio meu, João Correia, que era sportinguista. O meu pai não era “partidário” de nenhum clube. O primeiro jogo do Sporting que eu vi foi no Campo das Salésias, um Belenenses-Sporting [2-3, 1951]. Tinha 5 anos.

R – Ainda restava parte da orquestra dos Cinco Violinos.

AC – O Peyroteo não, tanto quanto me lembro. Jogavam ainda o Vasques, o Albano, o Jesus Correia e o Travaços. O Travaços vi-o lá, como o vi ainda no Estádio do Restelo, num jogo que o Sporting empatou 2-2. [Pausa] Grandes momentos. O Sporting foi um clube glorioso e o nosso desejo é que venha a ser outra vez um clube glorioso.

R – Depreende-se que atualmente não o é…

AC – Neste momento faz-nos sofrer. Mas estamos no ponto máximo da nossa descida, em termos emocionais. A mudança seguramente será para cima.

R – Como surgiu a oportunidade de presidir à mesa da AG da SAD?

AC – Sou amigo do eng. Godinho Lopes há muitos anos. Ele pediu-me – aliás, houve duas listas que me pediram, curiosamente. A outra não vale a pena dizer. Aceitei, não por dever de ofício, mas um pouco por solidariedade pessoal com ele e sabendo que o cargo de presidente da mesa da AG da SAD ocupa-me três vezes por ano de reuniões.

R – Na SAD do Sporting conduziu quantas assembleias gerais até agora?

AC – Só fiz uma, ainda. Não pude estar nas outras duas.

R – E correu-lhe bem?

AC – Correu bem. As assembleias gerais correm-me sempre bem. Deixo falar as pessoas, mas não as deixo falar de mais. Falam todos, à vontade. Mas de mais não…

R – Disse em tempos que no dia em que Godinho Lopes sair do Sporting…

AC – …Eu saio imediatamente.

R – Mantém?

AC – Mantenho. Não sou eu que vou criar crises. A minha obrigação é ajudar a evitá-las. Nunca farei nada contra o Sporting, no sentido de arranjar crises. Também não farei nada para manter um lugar a que me deve apenas uma solidariedade pessoal e amizade com o presidente da direção do clube, além do meu sportinguismo. Mas o meu sportinguismo tanto se exerce na bancada, como em casa, na mesa da AG ou em qualquer outro sítio.

R – Se voltasse a ser convidado, não aceitaria?

AC – Não. O estímulo foi uma relação pessoal, nada mais. Assim poderei sempre dizer na minha vida que servi o Sporting. Pouco, mas servi.

Processo Cardinal "não se justifica"

R – A justiça desportiva poderá reabrir o processo de inquérito ao “caso Cardinal”. Teme consequências?

AC – Acho que é excessivo e não se justifica.

R – Godinho Lopes terá autorizado a vigilância a jogadores. Fica em causa a relação de confiança entre presidente e balneário?

AC – Não. Talvez exista agora um ou outro indício mas não acredito que isso seja razão substantiva. Não acredito que tenha ocorrido e duvido que Godinho Lopes alguma vez pudesse aceitar uma coisa dessas.

Vieira deve ter "contenção no discurso"

R – Luís Filipe Vieira, aquando do Sporting-Benfica, veio recordar que o clube a que preside teve um aldrabão e que ainda paga por isso. Que resposta lhe merece esta observação, que surgiu no contexto de uma pergunta sobre Godinho Lopes?

AC – Há coisas que é melhor ignorarmos. Quando vou a casa de alguém sou respeitador com quem me convida. Eu nunca o diria. E não acho nem justificável nem aceitável. Se ele o disse assim, é pena. Espero que o sr. Luís Filipe Vieira, que é uma pessoa que seguramente faz falta ao Benfica, não se encontre nunca em momentos de natureza tão difícil como aqueles em que o Sporting está e que perceba que há momentos em que as pessoas têm de ter prudência e contenção no discurso.

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