Bruno de Carvalho publicou, na sua página no Facebook, uma série de medidas que entende como fundamentais para melhorar o estado da arbitragem em Portugal, tão criticada e posta em causa nos últimos dias. Entre elas, destaque para o fim ou despedimento dos atuais observadores, a divulgação pública dos relatórios dos árbitros ou voltar a penalizar com gravidade situações de penálti não assinalados ou mal assinalados.

"Só assim avançaremos para um futebol melhor, mais moderno e mais credível. E claro, para a dignificação da arbitragem", explica o líder leonino.

As propostas de Bruno de Carvalho:

1. Iniciar já a divulgação pública dos relatórios dos árbitros (sem notas pois a UEFA não permite);

2. Iniciar já o video-árbitro;

3. Acabar, pura e simplesmente, com os observadores, pois todos os jogos já são gravados, ou despedir todos os existentes e trazer novos sem vícios;

4. Nomear os melhores árbitros para os melhores jogos. Os árbitros com menos experiência têm de a ganhar em jogos de menor dimensão;

5. Contacto regular com os clubes de forma global e individual;

6. Acabar com o discurso corporativista e sim iniciar um discurso moderno, aglutinador e que seja perceptível para todos os amantes do futebol;

7. Voltar a penalizar com gravidade as situações de penáltis não assinalados ou mal assinalados, decisões erradas que viram esta época diminuído o seu peso na avaliação;

8. Permitir a humanização do árbitro não apenas pela filosofia de "errar é humano" mas de eles poderem reconhecer o erro publicamente;

9. Ter em atenção as posições públicas (plataformas digitais e afins) de cada árbitro e as suas exibições em cada jogo como critério a ter seriamente em conta nas nomeações;

10. Serem conhecidos publicamente os critérios de nomeação e de avaliação conforme compromisso assumido;

11. Exigir a verdadeira profissionalização dos árbitros, ou pelos menos um grupo deles, incluindo os assistentes, e não o que agora acontece em que os internacionais são apenas 8 mas não têm os assistentes (e serem conhecidos os critérios de atribuição do estatuto de internacional).