O candidato da lista B às eleições no Sporting, Bruno de Carvalho, aborda uma questão premente no universo sportinguista: a reestruturação financeira do clube.

"Fizemos um plano de gestão financeira rigoroso, que vamos levar a cabo. Ela tem vários pontos: a questão da fusão e do fair-play financeiro. A fusão os sócios já aprovaram mas tem de estar inserida num plano percetível. O Sporting não pode perder a maioria da SAD. Depois, temos de negociar o prazo de pagamento da dívida, para 60 anos. Falando com cada funcionário, há que negociar esta reestruturação, para pagarmos os nossos compromissos e fazer uma gestão desportiva", começou por dizer no debate desta terça-feira com Carlos Severino e José Couceiro, na SIC Notícias.

"Nunca foi explicado, da maneira que eu fiz, o que é um processo de reestruturação. O problema são as medidas avulso, nunca se percebia qual era a intenção. Pela primeira vez ouviram o que é um processo de reestruturação. Temos assegurado o dinheiro para as necessidades. Tem de acabar a mania de virem para o Sporting mandar, pois não somos miúdos.", continuou o candidato acrescentando: "Quando apresentei os investidores, há dois anos, a nacionalidade passou para um adjetivo. Há parceiros interessados para a entrada de capital entre 15 e 20 milhões de euros no imediato."

Bruno Carvalho falou depois de "exigência máxima" mas não promete um futuro de sonho. "Os principais credores querem um Sporting forte, ou não pagamos dívida nem temos resultados. É necessária uma exigência máxima mas não podemos prometer que tudo será uma maravilha."

Gestão deportiva

Bruno Carvalho garantiu que a "fraca gente" que o Sporting tem atualmente faz o clube "fraco" mas isso tem de mudar: "Sporting é um clube de gente forte e é isso que temos de trazer, o made in Sporting. Temos de ter o nosso orgulho no topo. Estas últimas gestões não contribuiram para isso mas temos uma identidade e somos a maior potência desportiva nacional. É preciso rigor e competência."

O candidato da lista B não vê qualquer "incompatabilidade" na manutenção do técnico à frente da equipa de futebol caso seja eleito: "Jesualdo? É com ele que vou trabalhar a partir de dia 24. Sempre disse que não há incompatibilidade para que ele não siga.", comentou, abordando depois a possibilidade de vender jogadores para abater na dívida.

"Sempre que se vende jogadores para pagamento de dívidas, o futebolista é vendido por 10 por cento do preço de mercado. Vendas a saldo têm de acabar."

Modalidades

Bruno de Carvalho quer "ecletismo total": "Temos de perceber que a aposta no ecletismo é total. Isso permite-nos ser a maior potência nacional. Queremos apoiar totalmente as 35 modalidades. Todas têm de ter a sua base na formação e terão de ser autossustentáveis."