Ainda que assuma a 'responsabilidade' pela aprovação do regulamento que agora coloca em causa, Bruno de Carvalho aproveitou a reunião desta quinta-feira com Pedro Proença para pedir mudanças, algo que, depois, frisou em declarações aos jornalistas à saída.

"Viemos aqui, falar de uma temática que é importante para nós, que entendemos que deve levar a uma alteração. Tem a ver com o facto de, no futebol, não podermos estar privados dos nossos direitos fundamentais. Não pode haver normas que não cumpram a constituição, que violem o código civil e das sociedades comerciais. Essa foi a temática. A Liga ficou de analisar. Já sei o que me vai perguntar... Faço um mea culpa, porque foram os clubes a aprovar o regulamento, nós incluídos. Mas muitas vezes aprovam-se coisas que não estão corretas. Mas depois temos de ter a noção de, quando se percebe que fere a esfera dos direitos e da liberdade, que devem ser alterados. Os castigos devem cingir-se ao aspeto desportivo, às zonas técnicas, bancos, flash interviews... Por exemplo, se formos ler os regulamentos, pode estar lá que eu nem posso assinar contratos, que nem me posso sentar na tribuna. Acho que isto tem de ser alterado, a bem do futebol...", atirou o líder leonino, que aproveitou para fazer uma comparação curiosa em relação ao castigo de 113 dias de que foi alvo.

"É a mesma coisa que um jogador estar suspenso por cinco jogos e, durante esse período, não podia treinar, nem ver os jogos nos camarotes. Entra na cabeça de alguém?", questionou.

Autor: Fábio Lima