A 31 de março, o Sporting tinha um ativo total na SAD de 275,392 milhões de euros, 78,599 milhões dos quais relativos ao valor do plantel, e um passivo ligeiramente inferior, de 267,896 milhões de euros. Contas feitas, resulta num capital próprio de 7,496 M€. Ora, a rescisão de contrato por parte de Bruno Fernandes, um jogador que não foi formado no Sporting, deixa a sociedade que gere o futebol dos leões em falência técnica, pois o internacional português custou 9,6 milhões de euros, valor que é subtraído ao ativo total, que fica agora em sensivelmente em 265 M€.

Com o médio a terminar o seu contrato de forma unilateral, o valor do plantel sofreu uma redução correspondente ao jogador em causa, afetando o total do ativo que, assim, fica abaixo do passivo. É esta a circunstância que, em termos meramente contabilísticos, traduz o cenário de falência técnica. A verdade é que o impacto de uma situação destas ainda pode ser facilmente contornável e sempre em termos contabilísticos. Basta que, enquanto decorrerem recursos para os tribunais, o valor do plantel não seja alterado, o que é possível. De referir também que os futebolistas da formação não entram nesta contabilidade, o que desde logo influência, negativamente, o resultado final.