Bruno de Carvalho foi recebido por dezenas de sportinguistas no aeroporto de São Tomé, onde aterrou ontem ao final da tarde. O líder leonino tinha também à sua espera a embaixadora de Portugal naquele arquipélago africano, Paula Silva, e o diretor geral dos Desportos, Angélico Santos. À chegada, o líder leonino revelou à imprensa local os motivos da sua visita. "Estou em São Tomé e Príncipe a convite do ministro da Juventude e Desporto, Marcelino Leal, para discutir com as autoridades nacionais o projeto de instalação de uma Academia Sporting", revelou o presidente dos leões, admitindo que a atividade da infraestrutura a instalar no distrito de Cantagalo poderá não se limitar à prática do desporto-rei: "O Sporting não é só futebol. Há a possibilidade de discutirmos outros projetos."

Devido ao atraso provocado por indisposição sentida na terça-feira, a estadia do presidente do Sporting foi encurtada em 24 horas, pelo que os encontros previstos para ontem foram adiados para hoje.Assim, Bruno de Carvalho deverá reunir-se, pela seguinte ordem, com o ministro da Juventude e Desporto, Marcelino Leal, com o primeiro-ministro, Fabrice Trovoada, e com o presidente da República de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa. Pelo meio, o líder verde e branco deslocar-se-á ainda ao norte da ilha de São Tomé, mais precisamente à zona de Agua-Izé, onde funcionava uma antiga empresa agrícola e onde será instalada a futura academia.

Mudança de planos

O presidente do Sporting acabou por viajar para o arquipélago, via Luanda, tendo-se cruzado, no voo entre a capital angolana e a cidade de São Tomé, com José Cassandra, presidente do Governo Regional do Príncipe e filho do fundador do Sporting Clube do Príncipe. "Estava imensa gente no aeroporto à espera dele. Tive algumas dificuldades para deixar o local", revela José Cassandra, um dos muitos sportinguistas com que Bruno de Carvalho teve oportunidade de confraternizar na noite de ontem.