Dénis Duarte foi despenalizado pelo Conselho de Disciplina (CD), depois de na sexta-feira ter sido punido com um jogo de castigo, em virtude do cartão vermelho (por acumulação) visto na 1ª jornada da 2ª Liga, num jogo frente ao Varzim.

O volte-face no processe deve-se ao recurso apresentado pelo Vitória, uma vez que considerou a expulsão do central da equipa B totalmente injusta. Para convencer o CD da inocência de Dénis Duarte, o emblema minhoto enviou um vídeo onde era possível observar que o central não cometeu qualquer falta no lance em que o árbitro Bruno Rebocho lhe deu o primeiro cartão amarelo.

Após a receção das imagens, o CD reenviou as mesmas para o juiz de Évora, que admitiu ter-se enganado ao admoestar com um amarelo Dénis Duarte, já que, de facto, este não cometeu qualquer falta no referido lance. Recebido o consentimento de Bruno Rebocho, o CD decidiu ontem despenalizar o central, um dia depois de o ter castigado, e informou imediatamente os dirigentes minhotos, que, assim, o poderão utilizar no jogo desta tarde, frente à Oliveirense.

A decisão tomada pelo órgão liderado por José Manuel Meirim é surpreendente, até pela rapidez com que foi tomada, e poderá levar a que outros clubes sigam as pisadas do Vitória ao longo da época, pedindo a despenalização de jogadores que viram amarelos por faltas não cometidas. De recordar que este tipo de recursos raramente tiveram sucesso nas últimas épocas, sendo que este volte-face no processo de Dénis Duarte é um sinal de que o CD tem intenções de trabalhar de forma diferente em 2017/18.

Na época passada, Inácio, do Sp. Braga B, também viu o CD despenalizá-lo de um castigo de dois jogos de suspensão depois de uma expulsão com vermelho direto. O central ainda ficou de fora numa partida, mas a decisão do CD acabou por permitir que fosse utilizado na segunda.

Autores: José Miguel Machado e Sérgio Krithinas